Alagoas
Assembleia homenageia o maracatu e destaca importância da cultura afro-brasileira em Alagoas
A Assembleia Legislativa de Alagoas realizou, nesta sexta-feira, 21, uma sessão solene em homenagem ao Dia do Maracatu. A iniciativa, de autoria da deputada Elida Miranda (PT), reuniu representantes de grupos de maracatu de diferentes regiões do Estado e teve como objetivo valorizar a manifestação como patrimônio da cultura afro-brasileira.
A solenidade também contou com a presença do deputado Judson Cabral (PT) e de integrantes de movimentos culturais que atuam na preservação e difusão do maracatu em Alagoas.
O Dia Nacional do Maracatu é celebrado anualmente em 1º de agosto, conforme estabelece a Lei Federal nº 15.018/2024, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A data foi criada em homenagem ao nascimento de Luís de França, mestre e antigo líder do Maracatu Leão Coroado, um dos grupos mais tradicionais do gênero em Pernambuco.
Durante a sessão, o coordenador do escritório do Ministério da Cultura em Alagoas, Pedro Verdino, ressaltou a importância de ampliar a visibilidade das manifestações culturais de origem ancestral.
“A cultura ancestral precisa ser fortalecida, precisa ser divulgada. A sociedade precisa conhecer”, afirmou.
Segundo Verdino, cabe ao Ministério da Cultura atuar na articulação, no apoio e no fortalecimento das diferentes linguagens culturais existentes no país. Ele também destacou a importância da participação social na formulação das políticas públicas do setor e mencionou a implementação do Sistema Nacional de Cultura, previsto no artigo 216-A da Constituição Federal.
Para o coordenador, a sessão promovida pela Assembleia representa um espaço relevante para o reconhecimento e o resgate da memória cultural afro-brasileira em Alagoas.
O coordenador do Maracatu Baque Alagoano, Helton Santos, também participou da solenidade e destacou o significado da homenagem para os grupos que mantêm viva essa tradição no Estado.
“A gente ser convidado para um momento como esse, estar nesse lugar, é muito importante”, afirmou.
Fundado em 2007, o Maracatu Baque Alagoano mantém atividades permanentes de formação e divulgação cultural. Helton lembrou que a manifestação integra a própria formação histórica de Alagoas e ressaltou os vínculos culturais entre o território alagoano e Pernambuco desde o período colonial.
“A gente, por muito tempo, costumou falar que o maracatu é de Pernambuco, mas, quando o maracatu surgiu, lá no período colonial, Alagoas e Pernambuco eram uma capitania só”, explicou.
Segundo ele, a realização do debate no Parlamento contribui para reforçar a memória, a resistência e a permanência do maracatu na cultura popular alagoana.
O grupo realiza ensaios abertos semanalmente, aos sábados à tarde, na Praça Marcelo Dias, no bairro de Jaraguá, em Maceió. Além disso, participa de cortejos durante o carnaval e promove, no mês de agosto, o Festival da Cultura Popular.
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