Alagoas
Municípios de Alagoas recebem R$ 219 milhões extras com repasse de 1% do FPM
Maceió e Arapiraca lideram os repasses em julho; CNM orienta gestores a manterem cautela nos gastos mesmo com alta de 8% em relação ao ano passado
Os cofres públicos dos municípios de Alagoas ganharam um fôlego extra nesta sexta-feira (10) com o depósito de R$ 219 milhões, referentes ao repasse adicional de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O recurso foi pago junto com a primeira parcela regular de julho, dando maior poder de investimento e custeio de serviços essenciais para as prefeituras locais.
De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a capital, Maceió, abocanhou a maior fatia do bolo extra, recebendo R$ 38,3 milhões. Arapiraca ficou na segunda posição com R$ 9,1 milhões. No outro extremo, 29 cidades alagoanas que possuem o menor coeficiente de distribuição do fundo receberam cerca de R$ 906 mil cada uma.
Incremento na arrecadação regular
Além do bônus, as administrações municipais contaram com o primeiro repasse regular de julho. Segundo os dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Maceió foi contemplada com mais R$ 15,4 milhões, enquanto Arapiraca garantiu cerca de R$ 3,6 milhões.
Em nível nacional, a bonificação de 1% do FPM injetou mais de R$ 9,9 bilhões na economia dos municípios brasileiros.
O cálculo do benefício — criado pela Emenda Constitucional nº 84/2014 — é feito com base na arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) entre julho de 2025 e junho de 2026. A medida serve como um colchão financeiro para o mês de julho, período em que a arrecadação costuma cair devido à sazonalidade econômica.
Alta real e cenário nacional
O balanço da CNM aponta que a parcela extra deste ano é 8% superior à de 2025 (descontada a inflação). O histórico da última década mostra o peso dessa conquista: nos últimos 12 anos, os repasses extras de julho e dezembro injetaram aproximadamente R$ 67 bilhões nas cidades do país.
O otimismo também se estende à primeira cota regular de julho do FPM, que somou R$ 3,9 bilhões em todo o país — uma alta de 18% em comparação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de 2026, o crescimento nominal do fundo já passa dos 7%, puxado pelo avanço da arrecadação federal de IR e IPI.
Alerta para o caixa
Mesmo com as contas no azul e o cenário financeiro favorável, a recomendação da CNM para os prefeitos é de pés no chão. A entidade alerta que os gestores devem planejar as despesas com cautela, levando em conta o impacto da inflação e o aumento natural das despesas obrigatórias. A orientação principal é administrar o ganho com responsabilidade para garantir o equilíbrio fiscal até o fim do ano.
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