Alagoas
Samu capacita 43 profissionais em suporte básico de vida para atendimento pré-hospitalar
Curso reúne técnicos de enfermagem e condutores socorristas de municípios alagoanos e segue até quinta-feira (19), em Maceió
A Central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) de Maceió iniciou, nesta terça-feira (17), o Curso de Suporte Básico de Vida em Atendimento Pré-Hospitalar (APH-Básico). A capacitação segue até quinta-feira (19) e reúne 43 técnicos de enfermagem e condutores socorristas de municípios alagoanos.
Participam profissionais de Maceió, Maragogi, Marechal Deodoro, Joaquim Gomes, Rio Largo, Teotônio Vilela, Viçosa, Colônia Leopoldina, São Miguel dos Campos e Coruripe. O grupo é formado por trabalhadores que realizam a formação pela primeira vez e por outros que buscam atualização dos conhecimentos.
O curso ocorre no Centro Universitário Cesmac, no bairro do Farol, em Maceió, e tem como objetivo qualificar os participantes para atuar no atendimento pré-hospitalar móvel de urgência e emergência em qualquer região do país.
A programação inclui aulas teóricas e práticas externas ao aprimoramento das competências técnicas para o atendimento de vítimas em diferentes cenários. Entre os conteúdos envolvidos estão a organização do Sistema Único de Saúde (SUS), a rede hierarquizada de assistência e o papel do Samu na rede de atenção à saúde.
Traumatismo cranioencefl
Os participantes também recebem treinamento sobre traumatismo cranioencefálico (TCE) e traumatismo raquimedular (TRM), com foco na identificação dos mecanismos de lesão, sinais de alerta e condutas iniciais para vítimas com suspeita de comprometimento neurológico ou medular.
Outro tema discutido durante a capacitação é o trauma de tórax e abdômen. Os profissionais são orientados a considerar lesões potencialmente graves, como pneumotórax, hemorragias internas e quadros de choque, situações que exigem intervenção rápida e adequada.
O funcionamento da Central de Regulação das Urgências (CRU) também integra a programação. Os participantes estudaram os critérios para acionamento das equipes, os protocolos de classificação de risco e as diretrizes condicionais da Portaria nº 2.048/2002, que regulamenta o atendimento pré-hospitalar no país.
A capacitação inclui ainda conteúdos relacionados à biossegurança, higienização das viaturas e uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). As orientações têm como objetivo reduzir os riscos de tecnologia e garantir mais segurança para profissionais e pacientes.
Os participantes também recebem instruções sobre manejo das vias aéreas, ventilação, controle de hemorragias e reconhecimento dos diferentes tipos de choque, especialmente o choque hipovolêmico, provocado pela perda significativa de sangue.
Infarto e angina
A programação contempla o reconhecimento precoce dos sintomas de infarto e angina instável, além das condutas iniciais diante das síndromes coronarianas agudas, ocorrências frequentemente atendidas pelo Samu.
Os profissionais recebem ainda treinamento para identificar a parada cardiorrespiratória e executar protocolos de ressurreição, incluindo desfibrilação precoce e atuação integrada com equipes de suporte avançado de vida.
As atividades práticas buscam buscar conhecimentos, aperfeiçoar técnicas e preparar os participantes para situações reais de atendimento. Durante os exercícios, os profissionais treinaram o correto dos equipamentos das ambulâncias e o preenchimento das fichas de ocorrência.
Na sequência do curso, os participantes terão aulas práticas sobre manejo de vias aéreas em adultos e crianças, retirada rápida de vítimas presas em ferragens e utilização do Kendrick Extrication Device (KED), equipamento empregado na extração segura de pacientes em posição sentada.
Também está previsto treinamento em ressuscitação cardiopulmonar (RCP) para adultos e crianças, incluindo compressões torácicas, ventilação e uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA).
De acordo com o coordenador-geral do Samu Alagoas, o médico Mac Douglas de Oliveira Lima, a qualificação contínua das equipes é fundamental para a eficiência do atendimento prestado à população.
"Um profissional bem preparado reduz o tempo-resposta e aumenta as chances de sobrevida do paciente. O curso atualiza protocolos e fortalece a capacidade de tomada de decisão em situações de pressão", afirmou.
O coordenador do Núcleo de Educação Permanente (NEP), Luiz Antonio Mansur Branco, destacou que os participantes aprovados têm certificação válida em todo o território nacional.
“Os conteúdos seguem as diretrizes do Ministério da Saúde e reforçam a importância da educação continuada para a realização de atendimentos seguros e seguros”, ressaltou.
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