Alagoas
Arco Metropolitano avança para melhorar trânsito entre Marechal, Pilar e Maceió
Complexo viário terá 43,8 quilômetros e deve ampliar a fluidez, a segurança e a logística na Região Metropolitana.
Rodovias modernas e bem estruturadas funcionam como verdadeiras artérias para o desenvolvimento socioeconômico de uma região. Com o objetivo de transformar a mobilidade urbana e impulsionar a economia local, o município de Marechal Deodoro recebe uma das maiores intervenções viárias dos últimos anos em Alagoas: a construção do Arco Metropolitano.
A obra, que interliga trechos estratégicos das rodovias BR-316 e BR-424, é resultado de investimentos do Governo Federal, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que devem ultrapassar R$ 252,7 milhões.
O projeto completo foi pleiteado pelo governador Paulo Dantas com o propósito de reduzir distâncias e eliminar pontos históricos de congestionamento na Região Metropolitana.
“Essa obra representa mais desenvolvimento para Alagoas. Só existe desenvolvimento com logística eficiente, com boa infraestrutura. A BR-424 é um compromisso nosso, e nós vamos entregar este empreendimento ainda este ano. A obra vai beneficiar os moradores dos municípios de Marechal Deodoro, Pilar, Satuba e a capital, Maceió, viabilizando o trânsito e a logística”, destacou o governador Paulo Dantas.
O complexo viário terá 43,8 quilômetros de extensão. A nova rota vai permitir a circulação de milhares de veículos, garantindo mais fluidez e segurança viária para moradores da Região Metropolitana, trabalhadores e turistas que buscam as belezas naturais do litoral Sul.
Impulso industrial e escoamento ágil
Além de desafogar o trânsito urbano, o Arco Metropolitano terá papel econômico estratégico. A nova via deve otimizar o escoamento da produção industrial e facilitar o tráfego pesado de caminhões que atendem às empresas instaladas no Polo Multissetorial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro.
A mudança também deve gerar mais agilidade na conexão logística entre o polo industrial e o Porto de Maceió, reduzindo custos e atraindo novos investimentos para o estado.
“Esse anel viário, que já existe em muitas outras capitais do Brasil, serve realmente para retirar o fluxo de veículos pesados de dentro da cidade e desafogar o trânsito. Esse tipo de obra estimula fortemente o setor da construção civil, que tem um efeito multiplicador muito forte, movimentando a contratação de mão de obra e o mercado de insumos. No longo prazo, como a rodovia liga diretamente o Polo Industrial de Marechal Deodoro ao de Maceió, a facilidade para escoar a produção de Marechal para as BRs certamente funcionará como um atrativo para novas empresas”, pontuou o professor e economista da Universidade Federal de Alagoas, Thierry Prates.
A obra deve beneficiar não apenas grandes negócios e empresas, mas também os moradores dos municípios impactados pelo novo traçado.
Dados do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que quase 50 mil pessoas trabalham fora do município onde residem na Região Metropolitana. Isso significa que uma parcela expressiva da população precisa se deslocar diariamente para exercer suas atividades.
“Maceió concentra muitos empregos pela sua própria dinâmica econômica, mas, quando analisamos os municípios do entorno, vemos que 56% das pessoas que trabalham em Satuba precisam fazer esse deslocamento diário. Em Rio Largo, são 38%; em Santa Luzia, 36%; e em Marechal Deodoro, 22%. A partir do momento em que construímos o Arco Metropolitano, temos inevitavelmente uma redução significativa desse tempo de viagem, o que se converte em mais tempo livre para o lazer e bem-estar”, destacou o professor e economista Cid Olival.
Além dos deslocamentos para o trabalho, o economista também ressaltou os impactos positivos para outras atividades. “Se pensarmos nas atividades já existentes, o setor de turismo será extremamente beneficiado pela facilidade de locomoção para as nossas belezas naturais e riqueza cultural. Marechal Deodoro, por exemplo, tem crescido muito, não apenas no turismo de ‘sol e mar’, mas também no cultural e gastronômico”, afirmou.
O projeto
O projeto foi dividido em etapas estratégicas. A rota do primeiro lote, concentrada na BR-424, tem início no entroncamento com a AL-101 Sul, em Marechal Deodoro, nas imediações do antigo posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv).
Esse trecho inicial, com 16 quilômetros de extensão, segue até o entroncamento com a BR-316, na Chã do Pilar, área historicamente conhecida pela lentidão no tráfego devido à proximidade com a subida da ladeira para Satuba.
Já o planejamento macro prevê uma segunda etapa, que estenderá a duplicação da BR-316 a partir do Pilar, passando por Satuba, até se conectar diretamente com a parte alta de Maceió, nas imediações do viaduto da antiga PRF, fechando o arco de contorno da capital.
Obras em ritmo acelerado
Mesmo com a chegada do período chuvoso, o ritmo dos trabalhos segue intenso, com cerca de 100 profissionais atuando diretamente no canteiro de obras. Até o momento, já foram investidos mais de R$ 36,8 milhões nas intervenções.
O avanço mais visível está nos três viadutos que darão mais segurança aos cruzamentos rodoviários. O viaduto do Polo Industrial é o mais adiantado, com 95,01% de execução. O viaduto da BR-316 registra 80,17% de conclusão, enquanto as estruturas do viaduto da AL-101 Sul chegam a 66,25%.
Em relação à pavimentação, os primeiros quilômetros do traçado já ganham forma definitiva. Cerca de 6 quilômetros do eixo de implantação da duplicação e outros 3,5 quilômetros das vias marginais do Polo Industrial já receberam serviços de terraplenagem. Além disso, 7 quilômetros de extensão já contam com aplicação da camada de base.
De acordo com o cronograma, o foco atual está na finalização da camada de base para o início da aplicação das placas de pavimento rígido em concreto.
A expectativa é que, até o fim deste ano, a duplicação entre o viaduto do Polo Industrial e o viaduto da BR-316 esteja totalmente concluída.
Mais lidas
-
1PERFIL | JUSTIÇA
Quem é a juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo julgamento do Caso Henry Borel
-
2ATAQUE NA PRAIA DE PIEDADE
Menino de 11 anos é atacado por tubarão e passa por cirurgia em Pernambuco
-
3ACIDENTE INDUSTRIAL
Fábrica de fogos de artifício pega fogo e causa explosões em Malta
-
4TÊNIS BRASILEIRO FAZ HISTÓRIA
João Fonseca quebra jejum de mais de 20 anos ao chegar às quartas de final de Roland Garros
-
5CASO HENRY BOREL
Atual mulher de Jairinho depõe no julgamento e minimiza relatos de violência: 'Defeito dele era a infidelidade'