Alagoas

Fogueiras juninas exigem cuidados com normas ambientais e de segurança

IMA/AL orienta população a usar madeira de origem legal e a observar regras municipais para evitar danos ambientais e penalidades

Agência Alagoas 10/06/2026
Fogueiras juninas exigem cuidados com normas ambientais e de segurança
Fogueiras juninas devem seguir normas ambientais e de segurança durante as celebrações - Foto: Iara Melo / Ascom IMA/AL

Símbolo das festas juninas e tradição presente há séculos na cultura popular brasileira, as fogueiras seguem ocupando lugar de destaque nas comemorações de Santo Antônio, São João e São Pedro. Em Alagoas, a prática continua reunindo famílias e comunidades em torno de uma das expressões mais representativas do período. No entanto, a montagem e o uso das fogueiras devem respeitar normas ambientais e medidas de segurança, a fim de evitar danos ao meio ambiente e riscos à população.

Para reduzir impactos sobre a vegetação nativa, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) orienta que sejam utilizadas madeiras provenientes de podas autorizadas ou de espécies exóticas, ou seja, que não são nativas do Estado, como o eucalipto.

A supressão irregular de vegetação nativa pode configurar infração administrativa e crime ambiental, com possibilidade de aplicação de multas e outras penalidades. Também é proibido realizar cortes de árvores em Áreas de Preservação Permanente (APPs), como margens de rios, lagoas e nascentes.

“Ao adquirir lenha, deve-se dar preferência a fornecedores regularizados e a estabelecimentos que comercializam fogueiras já prontas ou madeira com origem conhecida. Outro ponto importante é verificar a legislação do seu município. Algumas prefeituras possuem regras específicas sobre o uso de fogueiras em áreas urbanas, incluindo restrições de local e tamanho”, declara o consultor ambiental da Gerência de Fauna e Flora do IMA/AL, Rivis Oliveira.

Cultura e responsabilidade ambiental

Símbolo de união e celebração nas festas juninas, a fogueira pode continuar fazendo parte da tradição nordestina sem causar prejuízos ao meio ambiente. Com o uso de madeira de origem legal, o respeito às normas ambientais e a adoção das medidas de segurança recomendadas, é possível preservar essa manifestação cultural de forma mais sustentável e consciente.