Alagoas

Uneal amplia acesso à cultura popular com catálogo eletrônico de museus

Obras dos museus da Uneal agora podem ser apreciadas virtualmente em catálogo gratuito, valorizando artistas e tradições alagoanas.

14/05/2026
Uneal amplia acesso à cultura popular com catálogo eletrônico de museus
Catálogo eletrônico da Uneal amplia acesso à arte popular dos museus e valoriza artistas alagoanos. - Foto: Clau Soares / Ascom Uneal

As peças de arte popular dos três museus da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) agora podem ser apreciadas eletronicamente por meio do catálogo "Criações que nascem da terra: catálogo de Arte Popular dos Museus da Uneal - Ilha do Ferro, Muquém e Povos Indígenas", publicado pela Editora GPHIAL.

As produções, antes expostas fisicamente no Espaço de Memória Artesão Fernando Rodrigues dos Santos (Ilha do Ferro, Pão de Açúcar/AL), Espaço de Memória Artesã Irinéia Rosa Nunes da Silva (Campus V - União dos Palmares/AL) e no Espaço de Memória Indígena Alagoana Geová José Honório da Silva (Campus V - União dos Palmares/AL), agora contam com registros que ultrapassam suas localidades de origem.

O catálogo eletrônico, organizado pelos professores Jairo José Campos da Costa, José Minervino Neto e Dirceu Ribeiro Dias, amplia o acesso às peças de arte popular do Sistema de Museus da Uneal, além de preservar e valorizar as culturas representadas nas obras, seguindo os princípios da museologia social e da curadoria compartilhada.

De acordo com o professor Jairo José Campos da Costa, do Campus V-União dos Palmares e responsável técnico do Sistema de Museus da Uneal, 967 obras integram a coleção de arte popular atualmente em exibição e na reserva técnica. Destas, 255 estão no Museu da Ilha do Ferro, 457 no Museu Muquém e 255 no Museu dos Povos Indígenas.

“Preservamos a memória de três setores da cultura alagoana extremamente importantes com a criação dos museus. A construção desse acervo ao longo dos últimos dez anos valoriza o 'ethos' criativo desses setores historicamente silenciados”, afirma Jairo Campos.

No total, foram mapeados 262 artistas de todo o território alagoano. “Quando o artista é catalogado e musealizado, há um processo de valorização e reconhecimento do seu saber, sobretudo quando isso parte de uma universidade comprometida com a extensão, ensino, pesquisa e geração de novos conhecimentos”, destaca o professor.

A curadoria compartilhada do acervo contou ainda com a participação da museóloga Carmen Lúcia Dantas, do doutor em Artes Paulo Gomes, do arquiteto Rafael Gomes de Almeida e do antropólogo José Adelson Lopes Peixoto.

Os museus foram montados com recursos da Uneal e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal).

A publicação está disponível para acesso online e gratuito em: https://www.gphial-uneal.com.br/c%C3%B3pia-a-presen%C3%A7a-ind%C3%ADgena-na-hist%C3%B3ri