Alagoas
Professor de Alagoas conquista prêmio nacional com projeto que transforma fibra de bananeira em peças artesanais
Iniciativa mobilizou alunos, famílias e comunidade na produção de peças sustentáveis a partir de matéria-prima local
No município de Branquinha, em Alagoas, um projeto desenvolvido dentro de uma escola pública tem fortalecido a conexão entre educação, cultura popular e sustentabilidade ao transformar a fibra da bananeira em peças artesanais. A iniciativa, liderada pelo professor Jarmison Silva Odilon, da Escola Municipal Zumbi dos Palmares, está entre as vencedoras do Global Goals Educa, programa nacional que forma educadores para desenvolver ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU).
Realizado pela NTICS Projetos e com patrocínio da Áster, o programa já formou mais de 32 mil professores em todo o país desde 2024, estimulando a criação de soluções a partir de desafios reais vivenciados nas escolas. Ao todo, dez professores de diferentes regiões foram premiados, com iniciativas selecionadas nos estados da Bahia, Paraíba, Sergipe, Pará, São Paulo, Mato Grosso e Alagoas.
Em Branquinha, a proposta partiu da necessidade de fortalecer o vínculo entre escola, família e comunidade, criando novas estratégias para ampliar a participação dos responsáveis no ambiente escolar. A partir desse desafio, surgiram oficinas voltadas à produção de peças artesanais com a fibra de bananeira, matéria-prima abundante na região e de baixo custo.
“O que vemos nesse projeto é um movimento importante de valorização do território. Os alunos passam a enxergar na própria realidade, como no uso da fibra da bananeira, uma oportunidade de aprender, criar e gerar impacto dentro da comunidade”, afirma Ana Xavier, CEO da NTICS Projetos.
Fibra de bananeira aproxima escola, cultura e comunidade em processo coletivo de criação
A iniciativa envolveu alunos do ensino fundamental, familiares, professores e funcionários da escola em oficinas práticas de produção artesanal, promovendo a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de habilidades criativas e empreendedoras. Os encontros foram organizados em etapas, desde a apresentação da matéria-prima até o processo de preparação e manuseio da fibra da bananeira. Os participantes aprenderam técnicas de desidratação, tratamento e transformação do material, dando origem a peças como porta-jóias, luminárias e jogos americanos.
Mais do que a produção em si, o projeto estimulou a construção coletiva e o engajamento da comunidade escolar. A participação das famílias, que antes era limitada em reuniões formais, ganhou novo significado ao acontecer em atividades práticas, aproximando diferentes gerações dentro do ambiente escolar.
“O grande diferencial foi ver a escola se abrir para a comunidade e transformar esses encontros em momentos de criação conjunta. Os alunos e as famílias passaram a se envolver de forma mais ativa, fortalecendo o vínculo com a escola e com o próprio processo de aprendizagem”, destaca o professor Jarmison Odilon.
Além de valorizar a cultura artesanal — um dos pilares da identidade de Alagoas —, a iniciativa também contribuiu para a conscientização sobre o uso sustentável dos recursos naturais, ao incentivar o aproveitamento de uma matéria-prima disponível no território.
Iniciativa premiou dez professores de sete estados com viagem para Bonito (MS)
Como reconhecimento, os professores premiados participaram de uma viagem para Bonito (MS), referência em preservação ambiental e ecoturismo, onde puderam vivenciar, na prática, experiências ligadas à sustentabilidade e ampliar o repertório para aplicação em sala de aula. A experiência funcionou como uma extensão dos próprios projetos, conectando teoria e prática em um contexto real e reforçando o papel dos educadores como agentes de transformação em seus territórios.
De acordo com Luiz Piccinin, presidente da Áster, o apoio à iniciativa está diretamente ligado ao papel da sociedade na construção de soluções coletivas. “Nós defendemos a ideia de que a responsabilidade por mudanças sociais, ambientais, econômicas e educacionais não pode ficar restrita aos governos. Começar pelas escolas é um dos caminhos mais efetivos para gerar transformação real”, afirma.
Conheça mais sobre o projeto no Youtube.
Sobre a Áster
Prestes a completar 30 anos de história, a Áster começou sua trajetória em Campo Novo do Parecis (MT) e hoje conta com filiais em 11 cidades nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Sempre comprometida com o seu propósito de fazer com que a vida possa avançar, a Áster desenvolve pessoas e negócios de maneira inovadora e sustentável, tendo sempre como base os seus valores. Acesse www.asteragro.com.br para saber mais.
Sobre a NTICS Projetos
A NTICS Projetos é uma empresa brasileira de inovação social e ambiental. Há 24 anos, conectamos empresas, escolas públicas e comunidades para gerar transformação com base em propósito, educação integral e regeneração. Nossa especialidade é elevar os indicadores ESG de grandes marcas por meio de soluções educacionais, com um portfólio de projetos já formatados e aprovados em leis de incentivo, como a lei de incentivo à cultura. Trabalhamos em dois pilares complementares:
Desenvolvimento Humano, com iniciativas socioemocionais, de hábitos saudáveis, tecnologia social e experiências sensoriais; e Desenvolvimento Sustentável, com projetos que regeneram territórios, ampliam a consciência ambiental e fortalecem comunidades.
Já entregamos mais de 1.060 projetos, impactamos 11 milhões de pessoas, capacitamos 16 mil professores e geramos 3.883 empregos diretos. Nossas ações priorizam os ODS 4, 12, 13, 15 e 17, com relatórios alinhados a GRI, SDG Compass e Pacto Global.
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