Alagoas

Projeto recebe comenda por atuação na inclusão de meninas na computação

Reconhecimento destaca impacto da iniciativa na educação e na redução das desigualdades de gênero na tecnologia

Ascom Ufal 17/04/2026
Projeto recebe comenda por atuação na inclusão de meninas na computação
Comenda Jarede Viana reconhece os serviços prestados por trabalhadoras da educação, além de personalidades e instituições à promoção de uma educação de qualidade e à formação cidadã - Foto:

O projeto de extensão “Katie: Saindo de um buraco negro e impulsionando meninas na computação”, vinculado ao Instituto de Computação (IC) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foi homenageado no último mês, com a comenda Jarede Viana, concedida pela vereadora Teca Nelma (PT/AL), na plenária da Camara dos Vereadores de Maceió.

A honraria reconhece os serviços prestados por trabalhadoras da educação, além de personalidades e instituições à promoção de uma educação de qualidade e à formação cidadã. Instituída pelo Decreto Legislativo nº 1.437/2026, a comenda é uma homenagem à professora Jarede Viana de Oliveira, referência na luta pela educação e pelos direitos humanos em Alagoas.

Criado em 2019, o Projeto Katie tem como objetivo incentivar a participação de meninas nas áreas de computação e engenharias, além de apoiar estudantes que já ingressaram nesses cursos e enfrentam dificuldades acadêmicas. A iniciativa também desenvolve ações com alunas do ensino fundamental e médio, por meio de atividades como cursos de programação, robótica e eventos de incentivo à presença feminina na tecnologia.

Formação e protagonismo feminino

A coordenadora, Raquel Cabral, conta que o projeto surgiu a partir de uma iniciativa das estudantes do curso do IC ao perceber que o ambiente era quase que majoritariamente masculino, onde apenas cerca de 10% dos ingressantes são mulheres.

Desde então, o projeto vem ampliando suas ações e promovendo o protagonismo das estudantes, que participam da organização das atividades e ocupam cargos de liderança nas diretorias e coordenações internas. Hoje, cerca de 60 voluntários integram a iniciativa.

Apesar de os avanços ainda ocorrerem de forma gradual, a coordenadora destaca mudanças no ambiente acadêmico. “Na computação, mesmo com um número reduzido de meninas, são elas que mais participam das aulas. Isso demonstra um fortalecimento da presença feminina e uma mudança de postura dessas estudantes”, afirmou.

Para Raquel, a homenagem representa o reconhecimento de um trabalho coletivo desenvolvido, em grande parte, de forma voluntária. “As próprias estudantes vão até as escolas, organizam ações e mantêm o projeto ativo. Receber esse reconhecimento depois de tantos anos é motivo de muita felicidade”, destacou.

Entre os próximos passos, o projeto pretende ampliar o número de escolas atendidas, fortalecer as ações sociais e expandir o alcance das atividades para outros públicos, mantendo o foco na inclusão e no incentivo à participação feminina nas áreas de tecnologia.