Alagoas
Neurologista do Hospital Metropolitano de Alagoas alerta: esquecimento pode indicar Alzheimer
Especialista destaca que sintomas como repetição de perguntas e dificuldade em tarefas diárias são sinais iniciais da doença.
“Não é só esquecimento, é um aviso”. O alerta é da neurologista Alice Cavalcante, do Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), ao abordar um dos principais sintomas do Alzheimer, doença neurodegenerativa que ainda desperta dúvidas, especialmente entre familiares de idosos.
Segundo a especialista, o Alzheimer não surge de forma repentina, nem apenas quando a perda de memória se torna evidente. “Ele começa muito antes, de forma silenciosa, com pequenos sinais que muitas vezes passam despercebidos”, explica.
Considerada a doença neurodegenerativa mais prevalente entre idosos, o Alzheimer costuma se manifestar de maneira sutil. Entre os primeiros indícios estão comportamentos repetitivos, como fazer as mesmas perguntas ou contar uma mesma história várias vezes, além de alterações de humor, que podem incluir irritabilidade, ansiedade ou retraimento.
Outro sinal de alerta é a dificuldade em realizar tarefas simples do dia a dia. “A pessoa pode apresentar dificuldade em atividades habituais, como preparar uma refeição, seguir uma receita ou organizar pagamentos. Também pode ocorrer desorientação no tempo, sem conseguir identificar o dia, mês ou ano”, detalha a neurologista.
Dificuldades na comunicação, como a falta de palavras durante uma conversa, também podem surgir. “A fala pode ficar mais limitada, porque o paciente não consegue nomear objetos ou expressar ideias com clareza”, acrescenta Alice Cavalcante.
Diagnóstico precoce
Diante desses sintomas, especialmente quando passam a comprometer a autonomia e a funcionalidade da pessoa, a orientação é buscar avaliação médica o quanto antes. “O diagnóstico precoce é fundamental. Ele permite não só iniciar o tratamento adequado, mas também ajuda o paciente e a família a se organizarem melhor, reduzindo conflitos e sofrimento ao longo da evolução da doença”, destaca a especialista.
Embora o Alzheimer ainda não tenha cura, o tratamento pode retardar a progressão dos sintomas, principalmente quando iniciado nas fases iniciais. Além do uso de medicamentos, a especialista reforça a importância de medidas não farmacológicas. “Atividade física regular, alimentação saudável, estímulo cognitivo, como aprender algo novo e manter a leitura, além da socialização e de um bom padrão de sono, são fundamentais para ajudar no controle da doença”, orienta Alice Cavalcante.
Mais do que tratar a memória, o cuidado com o Alzheimer envolve olhar para o paciente de forma integral. “Não estamos falando apenas de memória, mas de uma pessoa, de uma história. Por isso, observar, investigar e tratar precocemente faz toda a diferença. O tempo é o nosso maior aliado”, conclui a neurologista do Hospital Metropolitano de Alagoas.
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