Alagoas

Governo do Estado torna-se mantenedor da Orquestra Filarmônica de Alagoas

Daniel Borges / Ascom Secult 20/03/2026
Governo do Estado torna-se mantenedor da Orquestra Filarmônica de Alagoas
Criada em 2017, a Orquestra Filarmônica de Alagoas nasceu da iniciativa de músicos profissionais independentes - Foto: Assessoria Orquestra Filarmônica de Alagoas


A Orquestra Filarmônica de Alagoas entra em 2026 com um novo passo em sua trajetória. O Governo de Alagoas passa a atuar como mantenedor da instituição, por meio de um termo de fomento firmado com a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult).

 

O investimento, no valor de R$ 1 milhão, garante a realização da temporada, com 22 apresentações organizadas nas séries Allegro, Mundo, Didática e Estrela Radiosa. A programação vai além de Maceió e chega a outros municípios, levando uma música de concerto a públicos que, muitas vezes, ainda não teve esse contato.

 

A proposta também inclui concertos gratuitos, ingressos a preços mais acessíveis e ações voltadas para a formação de público, especialmente com estudantes da rede pública. Ao mesmo tempo, movimenta uma rede de profissionais que atuam nos bastidores das apresentações, como técnicos, produtores e equipes de apoio.

 

Para a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas, a iniciativa amplia o alcance das políticas culturais em Alagoas.

 

"O Governo de Alagoas tem ampliado os investimentos na cultura e iniciativas reconhecidas que transformam a vida das pessoas. A Filarmônica de Alagoas cumpre um papel importante na formação de público e na circulação da música de concerto, e essa parceria permite que esse trabalho alcance ainda mais alagoanos", disse.

 

"Esse é um passo muito importante e que merece ser reconhecido. A decisão do governador Paulo Dantas garante as condições para que a Filarmônica continue seu caminho, chegue a novos espaços e mantenha vivo esse trabalho tão sensível, que aproxima as pessoas da música", completou a secretária.

 

O presidente da cooperativa da Orquestra Filarmônica de Alagoas, Rafael Matias, ressalta o impacto da iniciativa.

 

"A parceria com o governo representa que a gestão enxerga a cultura como patrimônio inestimável, sendo também um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido com todo o trabalho e esmero pelos membros da Filarmônica de Alagoas ao longo de quase 10 anos. Para além dos 50 músicos vistos no palco em um concerto, há mais de uma centena de stakeholders diretamente beneficiados pelo poder da economia criativa, como técnicos de sonorização, iluminação, plataforma de venda de ingressos, entre outros", disse.

 

“Alagoas deixa de ser um dos poucos estados brasileiros a não ter uma orquestra de porte sinfônico que tem o Estado como mantenedor, abrindo portas para novos públicos, projetos e difusão da música de concerto”, reforçou.

 

À frente da direção artística, o maestro Luiz Martins também destaca o significado do momento.

 

“A Filarmônica de Alagoas nasceu em 2017 por iniciativa de músicos e músicas aqui em Alagoas. Esse reconhecimento institucionaliza a Filarmônica de Alagoas como equipamento cultural de relevância, garantindo legitimidade e melhores condições de trabalho para se fazer arte de qualidade. Este termo de fomento junto ao Governo de Alagoas traz não somente previsibilidade financeira, mas acima de tudo planejamento consistente das atividades artísticas e continuidade das ações para a nossa orquestra”, falou.

 

"Ao mesmo tempo, amplia o alcance social da orquestra, fortalecendo projetos de formação e inclusão, marca indispensável em nossas atividades. Queremos continuar expandindo ações que dependem de muitas mãos unidas, ente público, empresas privadas, artistas das mais áreas específicas e público geral", continua Luiz.

 

O maestro também destacou que o investimento público amplia de forma significativa as possibilidades de atuação da Orquestra, possibilitando a realização de projetos que antes não eram viáveis ​​e fortalecendo o planejamento artístico da temporada.

 

"São 4 séries para esta temporada 2026. Allegro, dedicada à música de concerto. Esta série será gratuita, realizada com repertório de compositores de música clássica e será realizada em igrejas. Teremos a oportunidade de homenagear também o alagoano Hekel Tavares (130 anos de nascimento), um dos grandes gênios da música brasileira", explica.

 

“Teremos também a Série Mundo: dedicada às fusões como Rock, cinema e outras fusões. Esta série é fundamental pois é porta de entrada para novos públicos que nunca assistiram a uma orquestra. Teremos também a Série Estrela Radiosa onde traremos com um grande tributo a Djavan e outros temas. Esta série contempla a participação de artistas alagoanos em nossa temporada. E por fim a série didática, também gratuita, criada à rede pública de ensino, ampliando a formação de novas plateias”, fala.

 

“Entendemos que a nossa Filarmônica deve sempre priorizar e valorizar os nossos artistas de Alagoas. Teremos 22 concertos e temos a certeza, como é tradição, que todos os concertos serão lotados. Além disso, também apresentaremos apresentações no interior do estado, cumprindo uma agenda necessária de interiorização das nossas atividades. A Filarmônica de Alagoas é patrimônio cultural do povo alagoano e o mérito é coletivo, feito a muitas mãos sempre”, finalizou.

Orquestra Filarmônica de Alagoas

 

Criada em 2017, a Orquestra Filarmônica de Alagoas nasceu da iniciativa de músicos profissionais independentes que planejaram, juntos, dar forma a uma orquestra sinfônica no estado, organizada em modelo de cooperativa.

 

Ainda nos primeiros passos, o grupo iniciou uma circular por Maceió e municípios do interior, realizando concertos que passaram entre o repertório erudito, a música popular e diferentes propostas temáticas.

 

Com o tempo, a Filarmônica estruturou suas temporadas, ocupou teatros, roupas e praças, e passou a desenvolver também ações formativas, com apresentações voltadas para estudantes da rede pública.

 

Hoje, a orquestra amplia sua presença em Alagoas com uma trajetória construída de forma coletiva, reunindo públicos diversos e levando a música de concerto a cada vez mais espaços do estado.