Alagoas

IMA/AL acompanha elefante-marinho em processo de muda na costa de Alagoas

Animal jovem percorre litoral entre Barra de Santo Antônio e Paripueira; órgão orienta população a manter distância para garantir bem-estar da espécie.

Mary Landim / Ascom IMA 17/03/2026
IMA/AL acompanha elefante-marinho em processo de muda na costa de Alagoas
Elefante-marinho jovem é monitorado pelo IMA/AL durante muda de pele na costa alagoana. - Foto: Ascom IMA

Técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) integram o grupo responsável pelo monitoramento de um elefante-marinho ( Mirounga leonina ) que está, desde 11 de março, na costa alagoana. O primeiro registro foi feito por moradores da praia de Carro Quebrado, em Barra de Santo Antônio. Até esta terça-feira (17), o animal já percorreu cerca de 20 quilômetros e atualmente se encontra em Paripueira.

A espécie é extremamente sensível. Segundo os técnicos do IMA/AL, trata-se de um indivíduo jovem, com aproximadamente 2 metros de comprimento e cerca de meia tonelada. A orientação é para que as pessoas evitem qualquer tipo de aproximação ou perturbação.

A médica veterinária e consultora do IMA/AL, Ana Cecília, explica que o animal está em fase de muda de pele e pelos. "Durante esse período, os mamíferos marinhos tendem a ficar mais letárgicos e debilitados devido à alta demanda metabólica e ao gasto energético. Por isso, buscam a costa para descansar por cerca de um mês, até recuperarem suas condições e retomarem sua rota", detalha.

Os veterinários do Instituto reforçam que o animal não está perdido, encalhado ou faminto, mas sim passando por um processo natural da espécie.

“Caso encontre esse animal, não tente tocá-lo ou oferecer alimento, pois isso pode causar estresse e prejudicar o processo de muda”, orienta o médico veterinário e consultor do IMA/AL, Gabriel Marques. Ele também ressalta a importância de manter a distância do animal.

A recomendação é manter entre 20 e 30 metros de distância. A aproximação indevida pode resultar em multa de R$ 2.500 a R$ 5 mil. Além disso, há risco de transmissão de doenças, como gripe aviária e outras infecções, que podem afetar tanto pessoas quanto seus familiares.

O grupo de monitoramento reúne médicos veterinários e biólogos, com coordenação cooperativa do Instituto Biota, IMA/AL, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).