Alagoas

Curso de Libras da Seduc fortalece inclusão e tem alta procura por turmas no Básico 1 e 2

Yasmin Henrique / Ascom Seduc 27/02/2026
Curso de Libras da Seduc fortalece inclusão e tem alta procura por turmas no Básico 1 e 2
Aulas acontecem uma vez por semana - Foto: Alexandre Teixeira

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) registrou alta procura pelos cursos de Língua Brasileira de Sinais (Libras) do Centro de Captação dos Profissionais e de Atendimento às Pessoas com Surdez Joelina Cerqueira (CAS), na Jatiúca. As aulas das turmas de Básico 1 e Básico 2 tiveram início no dia 23 de fevereiro e todas as vagas ofertadas para este semestre foram preenchidas.


De acordo com a professora Flávia Barboza, o curso é voltado para alunos ouvintes e conta com instrutores surdos experientes, que atuam na instituição há mais de 10 anos. “Todo o nosso material é estruturado em cima da coleção ‘Libras em Contexto’, do Ministério da Educação, e as aulas acontecem semanalmente”, explica. A formação tem carga horária de 60 horas, distribuídas ao longo de um semestre.

A previsão é que novas matrículas sejam abertas no início de julho. Os alunos que estão cursando o Básico 1 poderão dar continuidade aos estudos no Básico 2 no próximo semestre. Já os concluintes do Básico 2 encerram, neste momento, a trajetória formativa e recebem certificação.

Inclusão é o objetivo


A atual gestora geral do CAS, Rita Moura, que assumiu a função em 9 de fevereiro de 2026, destaca que a demanda supera o número de vagas ofertadas.

“Todas as vagas para esse semestre foram preenchidas e ainda não conseguimos atender todos os interessados. Sempre há procura além do número disponível”, afirma. Segundo ela, o público é diversificado, reunindo professores, médicos, fonoaudiólogos, policiais e profissionais de diferentes setores da comunidade. “Isso demonstra a credibilidade do trabalho e da certificação. O centro é pequeno, mas o trabalho que realiza é grandioso”, pontua.

Entre as alunas do Básico 1 estão as psicólogas Vívian Costa e Lyvia Canuto, que buscaram o curso diante da crescente demanda de pacientes surdos em seus consultórios. “Percebemos que havia procura e não conseguíamos oferecer esse suporte. Decidimos fazer o curso aqui no CAS pela estrutura, pelo apoio do professor e do intérprete em sala, o que facilita muito nesse início”, relata Vívian. Ela também destaca a qualidade do material didático e a metodologia adotada.

Lyvia reforça que o conhecimento em Libras amplia o acesso à terapia para o público surdo. “A psicologia alcança diversos públicos, e ter a Libras abre uma porta para quem muitas vezes não tem acesso. Nossa ideia é levar a Libras para a terapia, inclusive em grupos”, afirma. 

Para ela, o curso contribui para uma inclusão mais efetiva. “O CAS nos proporciona a comunicação necessária para atender esse público de forma mais ampla. A matrícula foi simples, a divulgação nas redes sociais alcançou muita gente e as turmas estão cheias. A apostila é pensada para ouvintes, o que facilita o aprendizado e mostra que é possível aprender”, avalia.