Alagoas
Contratos de aluguel na prefeitura chamam atenção e viram alvo de críticas; só a farmácia central custa R$15,9 mil mensais
Valores mensais somados de apenas duas locações ultrapassam R$ 25 mil e levantam questionamentos sobre critérios técnicos e compatibilidade com o mercado imobiliário local
Palmeira dos Índios – Dois contratos de locação publicados no Diário Oficial do Município reacendem a discussão sobre os valores pagos pela Prefeitura com aluguéis de imóveis para funcionamento de serviços públicos. Nos bastidores, a avaliação é direta: os números são considerados um absurdo diante da realidade financeira da cidade.
Farmácia central: R$ 15.976,00 por mês (quase R$ 192 mil ao ano)
Um dos contratos é o de locação para o funcionamento da Farmácia Central do Povo, imóvel localizado na Rua Costa Rêgo, nº 35, Centro. O locador é a empresa Goiti Administração e Participações Ltda, representada pelo empresário Edvaldo da Cunha Brito. O valor mensal fixado no contrato: R$ 15.976,00.
Pela vigência de 12 meses, o custo projetado passa de R$191.712,00 ao ano — e o próprio extrato prevê possibilidade de prorrogação.
Educação infantil: R$9.999,96 por mês (R$ 120 mil ao ano)
O segundo contrato é para funcionamento de um Centro de Educação Infantil (CEI) em imóvel na Avenida José Pinto de Barros, nº 159, Centro. O contrato aponta como locadora Jordana Sampaio Monteiro Gaia (nome citado nas publicações e associado politicamente, segundo apuração local, ao grupo do ex-deputado Val Gaia). O valor mensal: R$ 9.999,96.
Em 12 meses, a despesa estimada é de R$ 119.999,52, também com previsão de prorrogação, conforme as regras usuais de locação e a legislação citada no extrato.
O que a população quer saber
Os contratos explicam o objeto e indicam a base legal para a contratação direta em locações.
Mas a cobrança pública vai além do “pode ou não pode”: Como foi calculado o valor do aluguel? Houve avaliação de mercado, laudo e comparativos de imóveis similares? Por que imóveis no centro chegam a patamares tão altos, mês a mês, enquanto faltam recursos em áreas essenciais?
No papel, são contratos. Na prática, viram tema político e social: quando a conta é pública, o preço precisa ser explicado em detalhes - porque, para muita gente, do jeito que está, é um absurdo.

Diário Oficial do município revela súmula do contrato de aluguel da Farmácia Central

Súmula do contrato de aluguel do CEI em Palmeira dos Índios
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