sexta-feira, 10 de julho de 2020

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Por valorização, policiais civis decidem pela paralisação de 72h a partir do dia 20

Por Assessoria

Todos os serviços da Polícia Civil serão paralisados durante os três dias, exceto a realização de flagrantes

 Mais de 400 policiais civis participaram da assembleia geral na segunda-feira (13), realizada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), e decidiram pela paralisação de 72 horas nos dias 20, 21 e 22 de janeiro.

 A paralisação é uma forma protestar contra o governo Renan Filho que trata com descaso os pleitos dos agentes e escrivães de Polícia. Na assembleia geral, o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, relatou a negociação com o governo do Estado, informando que o secretário de Planejamento e Gestão, Fabrício Marques, comprometeu-se a apresentar o impacto financeiro do reajuste do piso salarial, o serviço voluntário, o aumento da cota do retroativo, entre outros itens da pauta de reivindicações, na segunda quinzena de janeiro.  No entanto, mesmo afirmando que não concederia benefício a nenhuma categoria, o Governo enviou, no final de dezembro, o projeto de lei de serviço voluntário apenas para os delegados e também concedeu reajuste aos peritos.

 Por tratar com descaso as reivindicações, além dos agentes e escrivães receberem o pior piso salarial da segurança pública com nível superior em Alagoas, a categoria deliberou que o Sindpol focará no reajuste do piso salarial, de acordo com a média nacional dos policiais civis do Brasil, na negociação. Ricardo Nazário ressaltou importância de lutar pelo aumento do piso porque a categoria “leva” o subsídio para a aposentadoria”.

 O sindicalista informou que a chefe de Gabinete da Seplag entrou em contato para marcar a reunião com o secretário Fabrício Marques no dia 21 de janeiro, às 15 horas, no órgão estadual.

 Ricardo Nazário lembrou à categoria que iniciou a luta em 2015 pelo aumento do piso, e a efetivação ocorreu em dezembro de 2018, mas o governo não estendeu o reajuste aos aposentados e pensionista. “O Sindpol não ia deixar de fora essa parte da categoria”.

 O sindicalista disse que o governo do Estado só valoriza os delegados, acrescentando que “tudo que fazemos é para defender os agentes e escrivães”. Destacou a perseguição à escrivã, que exigiu seus direitos, trabalhando conforme o que rege o Estatuto da Polícia Civil de Alagoas.

 Da segurança pública, já obtiveram reajuste os delegados com 29%, e os policiais militares, os peritos oficiais conquistaram plano de carreira. Na assembleia, ficou definido que o Sindpol acompanhará a agenda pública do governador e divulgará o Sindpol Alerta que trata das atribuições dos policiais civis.

 A categoria também aprovou realizar inserções nas redes sociais do governador, buscando sensibilizá-lo quanto à valorização e motivação dos agentes e escrivães que enfrentam a criminalidade e estão reduzindo a violência em Alagoas. A ideia é utilizar hashtag, citando como exemplo: #GovernadorQueremosANossaValorização.

Resumo da decisão da assembleia

– Paralisação de 72 horas, nos dias 20, 21 e 22 de janeiro. Todos os serviços estarão paralisados, exceto os flagrantes.

– Sindicato definirá as medidas para o Sindpol Alerta;

– Sindpol acompanhará a agenda pública do governador;

– Inserções nas redes sociais do governador.

Protesto

Agentes e escrivães realizam caminhada e ato público pela valorização

Mais de 400 agentes e escrivães saíram em caminhada pelas ruas do Centro de Maceió para mostrar a insatisfação com o governador Renan Filho, após a realização da assembleia geral, que decidiu pela paralisação de 72 horas, nos dias 20, 21 e 22 de janeiro.

 Com a palavra de ordem: policiais na rua, governador a culpa é sua, foi realizado o ato público em frente ao Palácio do Governo na segunda-feira (13). No ato, o vice-diretor de Comunicação, Vicente Higino, destacou a defasagem salarial dos agentes e escrivães, além da falta de material humano, da necessidade de realização de concurso público e aparelhamento da Polícia Civil alagoana.

 O presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, disse que os policias saem das suas casas para defender as famílias alagoanas, e não há o reconhecimento por parte do governador, nem mesmo prédio público decente para os policiais civis trabalharem. “Não vamos aceitar o descaso e a falta de reajuste”, disse.

 Também foi destacado que a reforma da previdência reduzirá 3% dos salários dos ativos e 14% dos aposentados e pensionistas, piorando a situação da categoria.

 “Estamos mobilizados. Os agentes e escrivães são membros da Segurança Pública e precisam da valorização e motivação”, disse o presidente do Sindpol, citando que, no domingo (12), um policial civil teve AVC dentro da delegacia em pleno plantão. Esse policial se encontra na área vermelha do Hospital Geral do Estado.

 “Não aguentamos mais tapinhas nas costas. Isso é só o começo”, afirmou o presidente do Sindpol, concluindo o protesto com a palavra de ordem: policiais civis unidos, jamais serão vencidos.

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