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Brasil investiga nove casos suspeitos de coronavírus

30/01/2020
Brasil investiga nove casos suspeitos de coronavírus
Imagens de microscópio do novo coronavírus

Imagens de microscópio do novo coronavírus

O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira (29/01) que nove casos suspeitos do novo coronavírus estão sendo investigados no país. Três suspeitas foram registradas em São Paulo, duas em Santa Catarina e uma em cada um dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Ceará.

Os pacientes estão aguardando o resultado de exames que indicam infecções de influenza ou de outra gripe. Casos os exames deem negativo, será feito o teste para o coronavírus, que no Brasil é realizado somente pela Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

Atualmente, apenas o caso de Minas Gerais está sendo testado para o coronavírus e a previsão que esse teste seja concluído até sexta-feira.

“Não temos neste momento nenhum caso confirmado de coronavírus no Brasil”, afirmou o secretário de vigilância em saúde, Wanderson Oliveira, durante uma coletiva de imprensa.

Todos os pacientes estiveram na China nos últimos 14 dias e apresentaram sintomas da doença. A primeira suspeita foi registrada em Belo Horizonte, Minas Gerais. A estudante de 22 anos esteve em Wuhan, o epicentro do surto, e voltou ao Brasil em 24 de janeiro. Ela contou que não esteve no mercado onde teria começado a epidemia e também não teve contato com doentes em sua passagem pela China.

O ministério disse ainda que outros quatro casos contabilizados como suspeitos foram descartados, entre eles um notificado no Paraná e o outro no Rio Grande do Sul.

As autoridades também estão entrando em contato com passageiros dos voos nos quais estavam os pacientes de casos suspeitos e recomendando que procurem a rede de saúde se apresentarem sintomas como febre e cansaço, acompanhados de tosse seca ou dificuldades respiratórias.

O ministério também voltou a recomendar que brasileiros evitem viagens à China neste momento.

O novo coronavírus já deixou 170 mortos e mais de 7,7 mil doentes, segundo dados atualizados nesta quinta-feira. A grande maioria dos casos foi registrada na China. As primeiras infecções do vírus, batizado provisoriamente de 2019-nCoV pela OMS, foram detectadas na cidade chinesa de Wuhan no final do ano passado e remontam a um mercado de animais selvagens e peixes, que agora foi fechado. O vírus pode ter sido transmitido através do contato direto entre humanos e animais, ou simplesmente através do ar.

Além da China, há casos confirmados também em Hong Kong, em Macau, em Taiwan, na Tailândia, nos Estados Unidos, na Austrália, no Japão, na Malásia, em Cingapura, na França, na Coreia do Sul, no Vietnã, no Canadá, na Alemanha e no Nepal.

O surto da doença é causado por um novo tipo de coronavírus, semelhante ao da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que matou quase 800 pessoas em todo o mundo durante uma epidemia entre os anos 2002 e 2003 e que também começou na China.