sexta-feira, 30 de julho de 2021

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A juíza está convencida de que as uniões de fato precisam de uma disciplina

Por Redação Com RFI
(Foto: RFI)

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A Itália, único país da Europa ocidental a não reconhecer a união civil entre homossexuais, deve superar este vácuo legislativo. Os constantes recursos e apelos dos ultraconservadores católicos, já não podem contar nem menos com o apoio do Papa.Francisco pediu para que a Conferência episcopal literalmente não metesse a colher em assuntos legislativos e cuidasse da pastoral, acabando com um dos últimos entraves à votação do projeto 2081, ou Cirinnà nome de sua autora, a senadora do partido Democrata, Monica Cirinnà. O texto prevê instaurar uma união registrada em cartório entre pessoas do mesmo sexo, que se comprometem a ter uma vida comum fiel e a dar assistência moral e material recíproca

Os senadores terão trabalho. São centenas de propostas de emendas ao projeto de lei, outras tantas de anulação de artigos e parágrafos. Um dos pontos mais polêmicos é a adoção, que deverá enfrentar grandes investidas contrárias.

Reações machistas e conservadoras

Na verdade, a lei Cirinnà, de um ponto de vista social e antropológico, mexe com ultrapassados, mas arraigados arquétipos de uma Itália machista e pseudo-laica que, a todo custo, quer manter acorrentadas e amordaçadas as opiniões contrárias.

Nesta segunda-feira (1), porém, a juíza da Corte Constitucional italiana, Melita Cavallo, antes de anunciar sua aposentadoria, colocou em xeque aqueles que defendem a inconstitucionalidade da futura lei.

A juíza está convencida de que as uniões de fato precisam de uma disciplina, até “porque isso não retira nada aos direitos dos outros, que escolhem se casar”, declarou.

Por sua vez, o representante na Câmara do Partido Democrático, o partido do premiê Matteo Renzi e da senadora Monica Cirinnà, declarou que respeita as posições contrárias, porém “grande é a consciência do papel do Parlamento. Faremos uma boa lei, com o respeito do direito de todos”.

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