Poder e Governo

Ministro do STJ acusado de assédio é internado em Brasília

Marco Buzzi responde a sindicância após denúncia de filha de advogada; magistrado afirma estar 'surpreendido' e nega as acusações

Agência O Globo - 05/02/2026
Ministro do STJ acusado de assédio é internado em Brasília
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, acusado de assédio sexual, foi internado em um hospital de Brasília após passar mal na noite de quarta-feira (19). Segundo nota divulgada por sua assessoria, o magistrado sofreu um forte mal-estar e permanece sob cuidados médicos.

De acordo com o comunicado, Buzzi possui histórico cardíaco: nos últimos cinco anos, ele passou por procedimentos para implantação de cinco stents e um marca-passo, o que exige acompanhamento constante, especialmente em situações de estresse intenso.

Por recomendação médica, o ministro foi afastado de suas funções e recebeu licença de saúde por dez dias, prazo que pode ser prorrogado conforme a necessidade. Além do afastamento, Buzzi passou a ser alvo de uma sindicância aberta pelo próprio STJ para apurar as denúncias.

Aos 68 anos, Buzzi foi acusado de assédio sexual por uma jovem de 18 anos. Segundo o relato, o episódio teria ocorrido em 9 de janeiro, em Balneário Camboriú (SC), quando a jovem, filha de amigos do magistrado, estava no mar e ele teria tentado agarrá-la repetidas vezes. Após o ocorrido, a família deixou a casa do ministro e registrou boletim de ocorrência em São Paulo. Buzzi nega as acusações.

Conforme noticiado pelo jornal O GLOBO, em depoimento prestado à Corregedoria Nacional de Justiça nesta quinta-feira (20), a jovem confirmou a denúncia e detalhou os fatos. O depoimento, realizado presencialmente, durou cerca de duas horas.

Fontes ligadas à investigação afirmam que a jovem apresentou detalhes do caso e relatou ter decidido denunciar devido à confiança que ela e os pais tinham no magistrado, descrevendo como difícil o processo de rememorar os episódios de contato físico indevido.

O caso também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro privilegiado do ministro. O processo será relatado pelo ministro Nunes Marques.