segunda-feira, 15 de outubro de 2018

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Pântano

Se 83% da população carioca deseja a presença das forças armadas para sua proteção é porque não confia na ação da polícia, já que não resolve o problema da segurança ou talvez por contaminação com os bilionários negócios do narcotráfico, e significa que esse é o espírito de pânico da sociedade, inflada pela campanha de terror midiático promovida pela grande mídia hegemônica global.

O comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas, homem de capacidade intelectual, bom senso, prestou depoimento ao Congresso Nacional em 2017 sobre a ocupação das forças armadas no complexo de favelas da Maré, a pedido do governador do Rio, sob as ordens da então presidente Dilma.

Disse Villas Bôas: “Nos 14 meses que lá permaneceram os militares vi crianças, senhoras sob a mira dos soldados que cercavam os narcotraficantes. Estamos em uma sociedade doente. Os militares das forças armadas apontando armas para a população? E depois que saímos o tráfico armado retornou”.

O nefasto Temer, a pedido do acoelhado governador Pezão do Rio decretou intervenção federal, prevista na Constituição, na segurança pública, enviando, de novo, para as favelas cariocas as forças armadas em uma esperta cambalhota política frente à iminente derrota na votação da reforma da Previdência.

As forças armadas hoje são educadas no espírito de respeito à Constituição, ao Estado nacional. Negar-se a cumprir a intervenção é sublevação ou tentativa de golpe como podem achar uns ou outros.

As pesquisas feitas nos Estados da federação atestam que para a sociedade o problema trágico é a segurança pública pelos índices de assaltos e assassinatos ao nível de guerras civis que existem em alguns países, seguido pela saúde, educação, moradia, transportes, emprego.

O Brasil encontra-se com as instituições da República esgarçadas; executivo, legislativo, judiciário numa aguda crise política que já dura 5 anos.

Assaltado pelo Mercado financeiro, privatizações de estatais, quebra dos direitos trabalhistas, dominado por uma mídia global alimentando o ódio estéril, ideológico e histérico de um contra todos, todos contra qualquer um, cevando um pântano fétido.

Vai ficando evidente que esgotou-se um ciclo político no Brasil. É fundamental um novo rumo em defesa da soberania nacional, o desenvolvimento e a democracia. Todas ameaçadas.

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