sexta-feira, 19 de outubro de 2018

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Nação agredida

O principal desafio nos tempos atuais do Brasil é encontrar, através da vida democrática, os caminhos da superação do imbróglio em que se encontra, cujo responsável central tem sido a Guerra Híbrida a que vem sendo submetido em enormes escalas, especialmente desde 2013.

A desconstrução da via política, a crise sem precedentes das instituições da República, o espetáculo midiático que induz setores do aparato do Estado a uma espécie de exposição junto à opinião pública de atribuições que extrapolam suas funções constitucionais, provocando a quase falência democrática, são elementos muito graves à normalidade da vida nacional.

A necessidade de retomar um nível razoável de convívio civilizacional, fundamental à resolução dos graves problemas do País, que têm suas raízes concretas, encontra-se sistematicamente emparedada por uma histeria política, é permanentemente sustada por um clima de tempestades de ódios difusos e irreconciliáveis.

Cuja origem sempre tem sido pautada diuturnamente através da grande mídia-empresa hegemônica, associada ao capital financeiro especulativo, ao rentismo predador.

Nesse aspecto o País vem sofrendo intenso ataque especulativo com a alta vertiginosa do dólar cujas explicações atribuem à guerra comercial dos EUA com a China, entre outras causas, mas que decorre de violentos assaltos diários dos megaespeculadores do Mercado à nossa economia.

Paralisada e sem referências hierárquicas, os poderes da República à deriva, a nação tem sido presa fácil de toda espécie de ações contra seus interesses fundamentais, sejam suas riquezas naturais, seu patrimônio estatal, seu desenvolvimento industrial, agrícola, científico e tecnológico etc.

Quanto à sociedade, com as ações de grandes potências, dos seus representantes internos, há uma manipulação diária de fatos que açodam setores médios, os quais, inocentes úteis uns, outros nem tanto, afundam num desvario galopante que os afastam das questões centrais e decisivas ao seu destino.

O Brasil está envenenado por uma “revolução colorida”, a mais sofisticada aplicada até hoje, onde proliferam a agenda do “politicamente correto” e outras requentadas, para induzir à divisão e à cizânia geral.

O momento exige equilíbrio emocional, serenidade, unidade e muita lucidez política em defesa da nação e da democracia.

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