segunda-feira, 20 de agosto de 2018

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A ditadura

Ao regime democrático não cabem adjetivações; ou há democracia ou não existe um sistema democrático, no sentido clássico do termo, onde prevaleça o equilíbrio entre os três poderes, executivo, legislativo, judiciário, o respeito fundamental ao livre pacto constitucional, a garantia dos direitos e deveres coletivos e individuais dos cidadãos.

Aqui e em qualquer parte do mundo não existe cidadania ou democracia sem a efetiva soberania nacional.

A soberania de uma nação não é “mais uma agenda” a ser discutida em uma pauta de propostas ou reinvindicações gerais; é o principio base, a pedra fundamental, o alicerce onde repousa o Estado nacional e a sociedade brasileira.

Economia e soberania andam juntas e indissociáveis. O Brasil, como mostram as estatísticas, foi o País, apesar dos pesares, que mais cresceu no planeta entre as décadas de 1950 a 1980 impulsionado pelas Indústrias de Base inauguradas por Getúlio Vargas, em hábil negociação com os EUA durante a 2a Guerra Mundial, preservando a autonomia nacional e territorial do Brasil.

Hoje somos uma democracia formal mas não efetiva. A responsabilidade repousa na abdicação de um projeto estratégico de desenvolvimento em detrimento de um pensamento econômico liberal ultraortodoxo, que já não é aplicado em nenhum País de importância no mundo.

A nação vive uma ditadura do pensamento do Mercado. Baixou-se “um édito” interditando o debate dos rumos do País via imposição de brutal hegemonia ideológica na economia, na cultura, fobias gerais, agendas sociais globalitárias, mas que não são de valor universal, negando raízes e identidades próprias.

Isso não seria possível sem a grande mídia e o Mercado. O País é refém de tresloucada agenda ultra-neoliberal que já evidencia saturação e massivas rejeições políticas na Europa e nos EUA.

A capitulação ao sectarismo financista além de tardio reflete o nefasto Temer, o autoritarismo galopante, a desconstrução dos poderes da República, as corporações do Estado que disputam entre si o poder. É, infelizmente, como no filme de comédia “O piloto sumiu”.

O Brasil necessita de um novo pensamento nacional, a construção de ampla frente nacional e social que encare as novas tendências do século XXI em seu conjunto, visando o seu protagonismo solidário, a vocação democrática, inclusiva e soberana.

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