sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

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Delírio

O clima de, quase, total desencontro em que vive a nação brasileira, moída em uma espécie de presente contínuo infindável, impede a capacidade de enxergar a complexidade e sofisticação da Guerra Híbrida a que o Brasil vem sendo submetido em movimentos ensaiados e sistemáticos.

As ações programadas, através da grande mídia, com vistas a satanizar a China, a expulsão dos diplomatas russos em Países da Europa ocidental, a campanha contra a cultura dessas e outras nações, criando um exército de reserva “pseudointernacionalista” de ativistas do “politicamente correto” a serviço do Mercado rentista, contra a soberania dos povos, não são apenas notícias: fazem parte de uma nova forma de guerra mundial e muito real que envolve o planeta.

Com a intenção do desmonte territorial, financeiro e cultural dos Países que possam vir a atuar com algum protagonismo na geopolítica global. Mas a intoxicação de vários estamentos pensantes é tal que muitos perderam o norte ou não querem refletir sobre o curso dos acontecimentos.

Alguns setores “ultristas” antípodas, inclusive fascistas, como dizia Darcy Ribeiro banido no índex do “politicamente correto” assim como o pernambucano Gilberto Freyre, atestam a cultura da intolerância, a desorientação de parte da Inteligência nativa.

O julgamento do ex-presidente Lula é parte desse cenário onde forças desagregadoras, com o firme apoio da mídia global associada ao Mercado especulativo, por mais que tentem negar, movem-se contra os interesses nacionais.

As instituições republicanas foram levadas à descaracterização de suas funções constitucionais e, nesses casos, muitos dos seus representantes consumidos na imensa fogueira das vaidades, alimentada pela grande mídia num combustível altamente inflamável.

Os poderes da República estão à deriva, a Constituição, a democracia mutiladas. É o retrato do Brasil que vários se recusam a enxergar ou foram engolidos por uma onda de delírio galopante pautada pela mídia global e redes sociais, sobejamente comprovadas como agentes na manipulação da cidadania.

Hoje prevalece o esgarçamento do País, quando o Brasil necessita com rara urgência de lideranças e políticas de coesão nacional que aglutinem a sociedade em defesa de um novo projeto de desenvolvimento, da democracia, do seu protagonismo soberano e solidário.

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