sexta-feira, 26 de Abril de 2019

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Crime em Arapiraca

Cacique SaraivaA coluna traz hoje um caso de irresponsabilidade e incapacidade de exercício profissional, ocorrido no último dia 18 de Novembro de 2014 e que culminou com a morte de um recém-nascido da Aldeia Aconã, em Traipu, neto do Cacique Sura Saraiva, pai da índia Suriana, e que foi relatado pelo jornalista Carlo Bandeira:
“Chega à Maternidade Nossa Senhora do Bom conselho, Suriana Saraiva Simão, encaminha pela Médica do Polo Básico Aconã, e acompanhada pela enfermeira do Polo na Aldeia, para uma consulta de rotina, pois se tratava de uma Gestante no seu terceiro trimestre”.

Pronto para nascer

Até aí, tudo bem. Ela foi atendida, e aconselhada pelo médico a voltar para casa, pois ainda não estava na hora do parto. Como Moravam em Traipu, ficaram na casa de parentes em Arapiraca.
No dia seguinte, 19 de Novembro, a Enfermeira que a Acompanhava percebeu, logo cedo, que a Bolsa amniótica dava sinais de que havia estourado, pois a paciente expelia grande quantidade de “mecônio”, que são as primeiras fezes do feto. Sinal que o Feto está maduro, pronto para vir ao Mundo.

Sofrimento

Às 6:30h, chega para dar entrada na mesma Maternidade, a Gestante, parentes e a enfermeira que a acompanhava.
Deu-se início ao sofrimento de Suriana Saraiva Simão, que daria a luz ao seu terceiro filho.

Aldeia Aconã

O relato, que passo a descrever, do Cacique Sura Saraiva, Pai de Suriana, baseia-se nos depoimentos dos acompanhantes e do relatório produzido pela Enfermeira da Aldeia Aconã, que a acompanhava.
“A Suriana quando chegou, foi atendida pela médica de plantão. Ciente da situação, a Doutora informou que não poderia fazer nada pela paciente, porque faltavam 40 minutos para terminar o seu plantão. E ela ainda disse; a Suriana só podia dar entrada no internamento às 7h da manhã, porque o Sistema só abria naquela hora. Nossa enfermeira questionou, dizendo que o sistema era 24h”.

“A médica mentiu”

Está claro que a Drª Solange mentiu, porque queria que o internamento fosse registrado ao termino de seu plantão.
Depois disso, continua O Cacique Saraiva; “essa médica mandou a paciente, minha filha, para o banho. Quando voltaram do banho, a mesma médica disse; o caso dela é cirúrgico, e eu não vou conseguir fazer a cirurgia em 15 minutos, pois o meu plantão termina agora, às 7h da manhã. E, Infelizmente, vocês vão ter que esperar o outro médico, e sem mais explicações, abandonou o plantão, mesmo sem a chegada do médico, o que já configura, o abandono, e foi embora. O outro médico, Continua o Cacique,” só chegou às 8:00h. E a nossa filha e o nenê, continuavam sofrendo. Só às 10:00h, foi quando levaram ela para ter o menino.”

Condenado a morte

“Conclusão; O nosso menino foi condenado à morte! Mas mesmo assim, ele ainda lutou, para se manter vivo, por 24h. Tornou-se o nosso mais novo Guerreiro. Com um funeral de Herói, de nosso herói”!
Finalizou Sura Saraiva Aconã, Cacique dos Aconãs.

Ministério Público

Sim a condenação à morte, foi iniciada pela irresponsabilidade da Drª. que estava de plantão. Pois, negou-se a atender a paciente, que já apresentava adiantado estágio de parto.
O caso foi levado ao Ministério Público, que vai tomar as devidas providências.

Negou atendimento

Essa Drª negou atendimento, pois o feto estava sem oxigênio, dentro do útero da mãe, e por isso, aspirou às próprias fezes (o mecônio, o líquido esverdeado, que a enfermeira identificou, logo cedo, quando retornou com a paciente, à Maternidade do Hospital Regional). E ainda, tentou encobrir o internamento no horário do seu plantão, abandonando o serviço, pois o Médico que iria lhe substituir, ainda não havia chegado ao Hospital.

Saúde indígena

Com a palavra o Conselho Regional de Medicina, que encontra-se abarrotado de denúncias desse tipo, e não toma nenhuma providência em favor dos usuários do Sistema Único de Saúde.
E além de tudo, sabem quem está sofrendo as consequências deste crime? A enfermeira que acompanhou a paciente e que produziu o relatório da ocorrência, que já é de conhecimento da Secretaria Estadual de Saúde, através do programa Saúde Indígena. A enfermeiras está sendo penalizada por ter acompanhado sua paciente.

Débitos trabalhistas

Desde o início da atual administração que os gestores da Prefeitura de Campo Alegre tem se empenhado para honrar o pagamento de débitos trabalhistas deixados por gestões passadas.

Situação difícil

Apesar da situação financeira difícil enfrentada pelo município nos últimos meses, Campo Alegre conseguiu a quitação do passivo trabalhista, tendo realizado pagamentos no período de janeiro de 2013 a 30 de novembro de 2014, somando o valor de R$ 863.375,93 em pagamentos de precatórios.

Rápidas

… Com mais esse feito o município recebeu do Tribunal Regional do Trabalho a certidão negativa pela quitação dos débitos. Segundo a Secretaria Municipal de Finanças, Campo Alegre é uma das poucas cidades com o pagamento de precatórios em dia.

… Precatório é o nome que se dá às dívidas judiciais de Municípios, Estados e União e das quais não cabem mais recursos. Na prática, é como se fosse um novo processo, pois o precatório precisa ser incluído na proposta de orçamento dos governos até junho de determinado ano para que seja pago no ano seguinte. E mesmo assim, não existe a garantia de que o crédito ocorra no ano seguinte, pois a Constituição determina que os precatórios sejam quitados em ordem cronológica.

… Ou seja: se houver processos mais antigos em aberto, os mais recentes vão para o final da fila.

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1 Comentário

  • SOLANO BRITO CAVALCANTE disse:

    UMA MEDICA DESTA NÃO DEVERIA SER CHAMADA DE DOUTORA E SIM DE CARRASCA. ESTA MEDICA DEVERIA SER DENUNCIADA AO CONSELHO MEDICO E PUNIDA COM A CASAÇÃO DE CRM E PROCESSADA CIVIL E CRIMINALMENTE, POR ABANDONO DE TRABALHO, PELO CONSELHO ÉTICO, E PELO PRÓPRIO HOSPITAL QUE CONTRATOU UMA MEDICA DESTA.

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