segunda-feira, 19 de novembro de 2018

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Algumas reflexões sobre o jornalismo

O importante é saber que o jornalista não pode ser o tosco reprodutor de falas selecionadas nas fontes pelas assessorias de imprensa, nem o pauteiro de frescuras e amenidades, nem o assassino do verbo, nem o trucidador de soluções clássicas da língua, nem o perseguidor de madonas ou o farejador de perfumes das celebridades. É preciso resgatar a essência do jornalismo, quando tínhamos apenas uma caneta e um bloco de papel dobrado no bolso da calça.

Tenho orgulho de ser jornalista, pois nossa matéria prima é o humano e suas histórias, sejam elas de corrupção e vergonha ou solidariedade e superação;

Em diálogo com outras áreas do conhecimento, o jornalismo pode se apresentar como um instrumento de transformação social;

Tenho orgulho de ser jornalista, pois o Superman e o Homem Aranha também são jornalistas.

Jornalistas não estão aí para derrubar governos ou governantes, mas sim, de manter uma constante vigilância sobre tudo que interessa a sociedade, afinal de contas, este é o seu papel ético e principal. Quem controla o que acontece em um país é sua própria população, desde que tenha as devidas informações para fazê-lo, e a distribuição destas sim, é dever dos meios de comunicação. Qualquer meio que fuja deste princípio, ofendendo ou invadindo o que não é de interesse público, foge do papel dos meios de comunicação e deve ser tratado como pura e simples fofoca.

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