domingo, 17 de novembro de 2019

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Pilarenses Ilustres

Por Laurentino Veiga

O historiador-escritor Moacir Medeiros de Sant’ana, membro da Academia Alagoana de Letras e de outros sodalícios de relevo no quadrante alagoano, notabilizou-se nas suas pesquisas científicas e, por conseguinte, nas dezenas de livros que escreveu narrando a historiografia caeté.

Trouxe à tona Pilarenses  Ilustres ( Precedido de um estudo histórico sobre o Pilar) que, por sua vez, mereceu a Apresentação do saudoso Jayme de Altavila ( o pai), onde dissecou com propriedade que lhe era peculiar a obra em epígrafe: “ Trata-se de um gênero, de um trabalho de real apreço histórico, salvando de um possível esquecimento nomes que tiveram atuação relevante na vida cultural e econômica das Alagoas e que, atualmente, vive de suas honrosas tradições.  Foi uma das cidades da Província das Alagoas que, depois  da Capital, teve o maior número de jornais. A biografia de seus homens ilustres  é copiosa. Ali floresceu uma notável vida social, ao tempo em que havia nobreza de sangue e de espírito. No seu atual estacionamento, subsistem os frisos dourados  do seu passado nobilitante”.

Por outro lado, o saudoso Antonio Sapucaia, falecido recentemente, escreveu o Posfácio que, por sinal, merece reproduzir um texto sobre o bucólico município. “ Pilar não foi apenas um ninho de poetas; foi, sim, uma fauna de intelectuais. Daí não se achar esgotado neste Pilarenses ilustres o elenco dos filhos que o enobreceram  no campo literário, jornalístico, educacional, eclesiástico, nas artes , no parlamento, em suma, em qualquer atividade da inteligência humana”.

Dito isso, passo a tecer comentários sobre o livro majestoso do autor. Divide-se em duas partes: a primeira, O Pilar de antigamente.  “ Origem e da denominação Pilar.A segunda, a intelectualidade no pilar. Um fator de importância para a evolução mental do Pilar: o aparecimento em 1870. Dos seus primeiros jornais.Notícia detalhada acerca dos jornais pilarenses, desde o primeiro, surgido em 1870, até o último que circulou normalmente naquela cidade, fundado em 1935”.

A bem da verdade, Moacir debruçou-se no varal do seu tempo a fim de destacar sobre os Estudos Bio-Bibliográficos de Pilarenses a saber; Arthur Ramos, Costa Rêgo, Oliveira e Silva, Augusto Ramos, Taurino Baptista, Adelino Nunes, Cruz Oliveira, Luzia Oliveira Costa e Fernando de Mendonça. Diga-se, de passagem, enfocou fatos, a trajetória desses vultos que deixaram marcas indeléveis.

No  tocante a Olímpio Galvão registrou: “ Olímpio Euzébio de Arroxelas Galvão nasceu a 2 de janeiro de 1842, no engenho Novo, hoje freguesia do Pilar e então da velha cidade das Alagoas, antiga capital do nosso Estado”.Enquanto isso, Oliveira e Silva. Antonio José de Oliveira e Silva, poeta, orador, e acima de tudo, jornalista, nasceu na cidade do Pilar, neste Estado, em 1864. Renato de Mendonça. Segundo o historiador, Renato Firmino Maia de Mendonça, nasceu em Pilar, no dia 23 de dezembro de 1912, era filho de Júlio Rodrigues de Mendonça e de Rosalina Rebelo Maia de Mendonça.

Por fim, inseriu anexos. Testamento de Gabriel Soares, alcaide mor da Vila de Santa Maria Madalena da lagoa do sul, datado de 1º de julho de 1658; Escritura pública de venda do Engenho “ Pilar”, passado em 20 de novembro de 1839. Dir-se-ia que se trata de uma obra -prima de valor histórico. E, portanto, recomendo a leitura àqueles interessados a tomar conhecimento da história pretérita da cidade do Pilar. Felicito o autor pela grandeza da obra e, porque não dizer, pela sua feliz iniciativa de imortalizar a memória de vultos inesquecíveis.

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