quinta-feira, 19 de setembro de 2019

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Versando & Bordejando

Por Laurentino Veiga

“ Na Mundaú, na Manguaba/ Desde a infância bordejei/ E no Rio São Francisco/ Pra lá, pra cá, velejei./ No Atlântico do Brasil/ Muito e muito passeei/ Também no Amazonas/ De gaiola naveguei./ Lá nas águas do Pacífico/ Os meus pés até molhei./ No Caribe Mexicano/ Em um cruzeiro embarquei./ Fui ao Mar Mediterrâneo/No Jordão me batizei/ Vi o Mar da Galileia/ E o Mar Egeu adorei./ Sou filha de Marinheiro/ Com água me acostumei/ Bordejar pra mim é lindo/ E assim, nunca enjoei”.

Versos do novel livro da escritora-assistente social-acadêmica Almira Gouveia Fernandes -Bordejando Entre Rimas e Saudade – que, por sinal, prefaciado pela imortal Enaura Quixabeira. Nesse sentido, a escritora tece comentários sobre a obra literária, e, ao mesmo tempo, enaltece o talento da esposa do médico-escritor Judá Fernandes de Lima, membro da Associação Alagoana de Imprensa ( AAI) e de outros sodalícios de relevo como a ACALA da qual fora fundador.

“ Bordejar é navegar a vela sem destino, à deriva, ao sabor dos ventos.Na maturidade de vida parece que fugimos dos controles das amarras, das certezas e nos aventuramos mar a dentro, esperando o inusitado, o que de novo é diferente e a vida deseja oferecer.Os filhos que cresceram , os netos e netas  que chegaram, renovando a vida e fazendo crescer a Tribo de Judá.E assim sua alma de poeta não mais quer navegar como antes. Bordeja sem rumo certo em busca de algo perdido.A saudade, sempre presente no íntimo do ser, dita as ordens.Convido-os a aventura de navegar ou bordejar nas páginas desse livro que encanta  e comove por que representa o desafio de viver”.

Antes, porém, Almira Fernandes publicou outros livros, a saber: Navegando Entre Crônicas e Cordéis( 2007); Médicos de 1960. Alagoas – 50 anos ( 2010); Pioneiras do Serviço Social em Alagoas  – 50 anos ( 200/11); A Saga da Rádio Novo Nordeste- A Pioneira ( 2013);; Aliás, escrito com o esposo e primo-irmão Judá Fernandes. E, sendo assim, teve seu talento revelado na seara das letras no hinterland alagoano.

Por essas e outras razões, dir-se-ia que a autora tem um passado glorioso quer no atendimento às pessoas, quer no mundo da poesia que encanta quem escreve e quem  aprecia a arte de versejar. Diga-se, de passagem, a poetisa filha da primeira capital das Alagoas (Marechal Deodoro), é prima de minha esposa advogada Aurilene Morais da Veiga. Ambas vitoriosas nas atividades escolhidas por vocação e idealismo.

Por outro lado, seu estimado cônjuge, fez a apresentação de seu livro e, por isso, se aventurou em fazê-lo em versos imorredouros.” É uma missão prazerosa/ Fazer esta apresentação/Mais  um livro de Almira/ Pra nossa satisfação. / Há uma feliz parceria/ Que vai além de prosa e verso/ De tudo participando/ Nesse labor tão diverso./ A minha admirável esposa/ Já nasceu predestinada/ Pois todo criativo invento/ Ao contemplado ela agrada./ Exímia mestra do ofício/ Do frivolité e cordel/ As artes  que mais cultiva/ Com a navete e o pincel./ Para redigir um texto/ É mesmo impressionante/ A rapidez com que escreve/ Tudo correto num instante./ Pois seja qual for o tema/ Desenvolve com precisão/ Nobre dom da divindade/ Tão condizente condão./ Com notória habilidade/ Sutil estilo corrente/ Conta causos do passado/ E fatos reais do presente./ Faz cordel para a família/ Mostrando toda afeição/Filhos, genros, netos e nora/ Até do marido oitentão”. Felicito-a pela iniciativa de trazer à tona seu real interesse pela cultura. Desse modo, incentivo-a a continuar Versando e Bordejando propiciando alegria a legião de escritores-admiradores.VIVA A POESIA !!!

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