quarta-feira, 16 de outubro de 2019

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O criador da música pop portuguesa

Morreu neste domingo (15) o cantor e compositor português Roberto Leal, de 67 anos. O artista estava internado desde terça-feira, 10, no Hospital Samaritano, em São Paulo, conforme confirmou a assessoria de imprensa da rede médica.

A assessoria de Leal confirmou que há dois anos ele descobriu que estava com câncer de pele e realizava tratamento. Ele morreu às 3h37, em decorrência da doença.

“Um melanoma maligno evoluiu, atingindo o fígado, causando síndrome de insuficiência hepato-renal”, destacou, em nota, a assessoria do cantor. Ainda segundo o jornal português Diário de Notícias, o artista tinha perdido a visão de um olho.

O velório será nesta segunda-feira, 16, das 7 horas às 14 horas, aberto ao público, na Casa de Portugal. O endereço é Avenida da Liberdade, 602, no centro da capital paulista.

O enterro será realizado às 15 horas no Cemitério de Congonhas. O endereço é Rua Ministro Álvaro de Sousa Lima, 101, Vila Sofia, na zona sul da cidade.

Roberto Leal, nome artístico de António Joaquim Fernandes, nasceu no Vale da Porca, freguesia de Macedo de Cavaleiros, cidade que pertence ao Distrito de Bragança, em Portugal, no dia 27 de novembro de 1951.

No Brasil desde 1962, quando tinha 11 anos, Leal ficou famoso em 1971 com o lançamento da música Arrebita, do refrão “Ai, cachopa, se tu queres ser bonita, arrebita, arrebita, arrebita”.

Outro sucesso do cantor foi A Festa Ainda Pode Ser Bonita, canção que ganharia em 1995 uma famosa paródia composta pela banda Mamonas Assassinas, que imitava os trejeitos do cantor português em Vira-Vira. Em 2013, a música seria regravada na segunda versão da novela Chiquititas, exibida pelo SBT.

Torcedor ilustre da Portuguesa, Leal foi um dos autores do novo hino do clube e, em 2015, ajudou o time, que vive uma prolongada crise financeira, a conseguir um novo patrocinador.

Nas redes sociais, o clube paulista homenageou o cantor e publicou um trecho da canção Minha Gente. “Descanse em paz, Roberto”, escreveu a direção da Portuguesa.

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