quarta-feira, 18 de setembro de 2019

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Adoção dá novo lar a animais acolhidos na Unidade de Zoonoses

Por Assessoria

O primeiro animal adotado de Elaine foi da Unidade de Vigilância em Zoonoses. Foto: Pei Fon.

“Eu sempre tive animais, só que dessa vez, em vez de comprar um animal de raça, resolvi adotar um cachorro que precisasse de um lar. Ele foi abandonado muito bebê e eu vi uma foto, fiquei emocionada, me apaixonei e levei pra casa”. Esse é o relato de Elaine Bonfim, moradora do Graciliano Ramos, que adotou o Bolinha há dois meses, um dos animais disponíveis para adoção na Unidade de Vigilância em Zoonoses, antigo CCZ, que fica no Eustáquio Gomes.

Agora, com cerca de três meses, o cachorrinho é a alegria da casa e um grande amigo da dona. “É uma enorme companhia, porque eu tava morando só, e um animal dá muito amor, muito mais do que a gente dá pra ele. Então, vale muito a pena adotar um animal que está precisando de um lar, porque essa ação é um bem para nós mesmos e para eles”, destaca Elaine.

A UVZ, que integra a estrutura da Secretaria Municipal de Saúde, é responsável por garantir o bem-estar de animais e da população, agindo no controle de doenças que podem ser transmitidas por animais a seres humanos. Mas o trabalho vai além. O órgão também conta com 30 cães e 15 gatos que esperam um lar para retribuir todo o carinho que será recebido. Por mês, de oito a dez animais são adotados na unidade.

Cães e gatos – filhotes e adultos – estão disponíveis para adoção na unidade. Foto: Pei Fon/ Secom Maceió

“Os animais passam por uma quarentena na UVZ. Só após serem liberados pela clínica médica veterinária como sadios, isto é, não portadores de alguma doença que se enquadra no rol das zoonoses e que venha a trazer riscos por seres humanos, é que são colocados para adoção”, explica Samy Barros, coordenador geral da UVZ.

Os cães e gatos oferecidos à adoção chegam à unidade após denúncias de maus tratos, fiscalizações ou abandono. O animal só está apto à adoção após uma triagem, que inclui  exame clínico, exame de leishmaniose, vacinação antirrábica, vermifugação e microchipagem.

Ainda segundo Samy, é importante lembrar que a UVZ não é unidade de acolhimento animal, por isso, não deve nem pode funcionar como abrigo. Além disso, o ideal é que os animais saudáveis permaneçam pouco tempo na unidade, já que o local existe para a contenção e tratamento de doenças.

Os cuidados com os bichinhos começam desde a unidade. Maria Eduarda Brasiliano, gerente de Ações e Controle da Raiva, explica que os animais saudáveis são separados dos que têm possibilidade de estarem doentes. “O canil onde ficam esses animais têm um isolamento. Há um coletivo, para os animais saudáveis, e o canil de isolamento, que são celas individuais em que esses animais ficam em observação ou tratamento”, diz.

Kléber e Maria Eduarda, da Unidade de Vigilância em Zoonoses. Foto: Pei Fon/ Secom Maceió

O que preciso para adotar?

Para a adoção ser feita, a pessoa interessada deve se dirigir à UVZ portando RG, CPF e comprovante de residência. Após escolher o animal, o adotante conversará com o técnico da área, que irá orientá-lo sobre os cuidados que esses animais precisam, como abrigo, água e alimentação de qualidade, vacinas necessárias e cuidados veterinários. Após essa etapa, será assinado um termo de posse responsável.

“Ele é informado de como se deve criar um animal de forma responsável, considerando as vacinações que o animal precisa, vermifugações, banhos, alimentação adequada e o ambiente, tanto do ponto de vista de bem estar animal, como sanitário. O termo de responsabilidade também traz as penalidades na lei. O animal também sai da UVZ já com a microchipagem feita, assim a gente consegue rastrear se ele fugir ou for abandonado”, conta o veterinário Kléber Nunes.

As pessoas que desejam adotar um animal, pode ter mais informações também pelo telefone 3315-5456.

Cães e gatos – filhotes e adultos – estão disponíveis para adoção na unidade. Foto: Pei Fon/ Secom Maceió

Responsabilidade e comprometimento na adoção

O coordenador geral da UVZ, Samy Barros, lembra que a adoção é um gesto muito bonito, mas que precisa ser avaliado com responsabilidade. “Nós conscientizamos os adotantes já no momento da adoção, passamos tudo que ele precisa ter em mente com relação ao bem estar animal e suas obrigações. É preciso que se entenda que o animal é uma vida, e, como tal, ela não é descartável”, enfatiza.

“Os animais têm um período de vida em torno de 14 a 16 anos – dependendo da raça -, então durante esse tempo, as pessoas que adotam precisam ter a consciência de que é possível que ele adoeça e precise de uma atenção maior. A decisão precisa ser aprovada por toda a família, porque serão de 14 a 16 anos de convivência, retribuídos com muito carinho”, completa Samy.

Elaine, dona do Bolinha, conta que todo o cuidado necessário é recompensado pelo bichinho.“Você tem que ter condições, saber que o animal pode adoecer, que ele precisa de alimentação e cuidados, mas especialmente de atenção e carinho. Você não pode simplesmente adotar o animal e deixar ele lá ou só dar comida. É necessário amá-los como eles nos amam, porque todo cachorro ama seu dono, principalmente os adotados. Foi algo que me disseram e eu também percebi, os adotados se afeiçoam muito a gente”.

Cães e gatos – filhotes e adultos – estão disponíveis para adoção na unidade. Foto: Pei Fon/ Secom Maceió

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