quinta-feira, 19 de setembro de 2019

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Estudantes do Ifal Palmeira recebem medalhas de cristal em Olimpíada Nacional de História

Por Assessoria

Foi um final de semana intenso para os alunos do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), campus Palmeira dos Índios, que participaram da 11ª edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB). Nos dias 17 e 18 de agosto, as equipes lideradas pelo professor, Roberto Idalino, Olímpicos do Agreste e Braúnasestiveram na Universidade de Campinas (Unicamp) para participar da competição. A final contou com a participação de 314 equipes, um total de 1,2 mil convocados de todos os estados brasileiros.

Além da rica experiência trazida pelos estudantes, eles conquistaram também medalhas de cristal (honra ao mérito). Rodrigo Guedes, Shirley Cabral e Beatriz Cavalcante formam a equipe Olímpicos do Agreste; já Gisele Dantas, Larissa Almeida, Maria Eduarda de Sá fazem parte da Braúnas. Diferentemente de anos anteriores, em que o Ceará levou o maior número de medalhas, este ano, o primeiro lugar ficou para o Rio Grande do Norte. Até chegar a esta fase final, os alunos passaram por seis etapas online.

Integrante da equipe Braúnas, Eduarda afirma que a oportunidade foi de agregar ainda mais conhecimento, além de poder ter contato com pessoas de outras regiões e com novos lugares. “Conhecemos alunos de Pernambuco, Rio Grande do Norte. Em relação à prova final, foi bastante interessante pois fizemos uma dissertação tratando de temas importantes sobe fatos e pessoas retratados na História oficial: injustiças, desigualdades, preconceitos”, relata.

O tema da redação vai ao encontro da temática deste ano tratada na ONHB: os excluídos da História. Violência e exclusão social foram os assuntos tocados pelos membros da Olímpicos do Agreste. “Junto à proposta de dissertação, vieram notícias que nos trouxeram um norte, como o assassinato da vereadora, Marielle Franco, morte de indígenas e a xenofobia contra imigrantes venezuelanos”, relata Rodrigo.

Segundo o garoto, que está no 4º ano de Edificações, a experiência já deixou um clima de saudosismo no grupo. “Estar em uma ONHB é incrível. A cada ano para quem participa são sensações diferentes. É meu último ano no Ifal. Estou feliz, mas, ao mesmo tempo, triste porque próximo ano não poderei ir mais”, lamenta o aluno.

Eduarda acrescenta que a olimpíada vai além e superou todas as suas expectativas. “O que mais me chamou atenção foi a importância da olimpíada para todos, pois é usada não só como um meio de aprendizado, mas também de expressão”, conclui.

A cerimônia final contou com a participação de estudantes, professores, historiadores de relevância nacional e autoridades, como representantes da Anpuh (Associação Nacional de História), Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ProfHistória (Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História) e da Unicamp com a presença do reitor Marcelo Knobel.

ONHB é um projeto realizado pelo Departamento de História da Unicamp. É composta por seis fases de provas realizadas de forma online, com duração de uma semana cada. As questões de múltipla escolha e realização de tarefas são respondidas pelos participantes por meio de debate, pesquisa em livros, internet e orientação do professor. O método inovador tem como principal objetivo incentivar o desenvolvimento da análise crítica e discussões sobre os mais variados assuntos.

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