segunda-feira, 22 de julho de 2019

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“Recordar é viver“

Por Oduvaldo Persiano

O texto que segue,  é um resumo do Discurso que proferí, como Orador da “Hora da Saudade”, ao concluir o Curso de Bacharel em Direito, pela Vetusta Faculdade de Direito da Praça do Montepío. Vejamos:

Recordo-me de um conto interessante, em que um fleugmático senhor de nacionalidade inglesa, de avançada idade, viajando a bordo de um Transatlântico, num longo Cruzeiro, irritava-se com tudo e com todos, não tolerando sequer o conforto do Navio e a maneira gentil de seu Comandante  ! Repudiava desde o Camarote, ao cozinheiro de bordo, engraxate , barbeiro e, sobretudo, o palrador PAPAGAIO que, inclusive, o chamava de “CARECA SIZUDO”. Em meio às angústias de sua índole agastada, surge uma forte tempestade que termina avariando a Embarcação, fazendo-a aos poucos submergir , sem que os esforços da tripulação, pudessem evitar a catástrofe.

Aflito e arrependido, o velho Inglês,numa inesperada inversão de valores sentimentais, passa a gostar de tudo e de todos:  acaricia a cabeça do Louro atrevido, conversa amigavelmente com o Engraxate e pede quitutes ao Cozinheiro !… Quando ensimesmado na  sua desilusão e no seu desespero, reflete acerca dos instantes perdidos do seu isolamento, oferecendo os milhões de seu cabedal para que aquela situação voltasse ao normal, prometendo amar a quantos dele se  acercassem !…

Portanto, colegas, à semelhança do protagonista desta narrativa, julgo que cada um de nós, por mais irrascível que seja, jamais esquecerá os bons tempos de vivência Universitária, somando-se aquele período preparatório do CURSINHO, onde a incerteza  da vitória era compensada com o prazer do conhecimento mútuo, já se antecipando o desejo e a satisfação incontidos, diante do ingresso na Faculdade, sonho acalentado desde o período do Curso Médio, superava qualquer obstáculo. Não deslembrar as diversas fases do Vestibular, enfrentando o “ BICHO PAPÃO”, que se constituía nas Matérias Complexas, com nota mínima  de caráter elimínatório, por Matéria.. Tornou-se uma Epopéia inesquecível em nossas vidas. Vejo assunto importante para ser contado aos nossos Netos e Netas. Não olvidar as “biritas” que tomávamos no Caldinho (que existia defronte à Faculdade), logo cedo, mesmo antes de se iniciarem as provas.

Finalmente, ,estamos alegres. Fomos bem tratados. O boqueirão do mundo se abre à nossa espera. Nos ensinaram o suficiente para vencermos, dependendo da nossa  persistência, do nosso empenho e do nosso desprendimento. O campo é vasto: disciplinas diversas e uma Sociedade ávida por profissionais habilitados e capazes, exercendo seu Mistér com equilíbrio, bom-senso, correção de atitudes e honestidade de princípios. 

Moral da História: SOMENTE QUANDO NÓS PERDEMOS O OBJETO DE NOSSPO CONVÍVIO, DE NOSSA INTIMIDADE, É QUE LAMENTAMOS A SUA AUSÊNCIA.”  Deveremos sempre cultivar com carinho a filosofia que nos oferece o Verso Camoniano: “ AS COISAS ÁRDUAS E LUSTROSAS, SE ALCANÇAM COM O TRABALHO E COM A FADIGA”.

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