quinta-feira, 18 de julho de 2019

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Uninassau destaca os desafios da saúde mental para jovens

Por Assessoria
A juventude é uma fase marcante na vida de todas as pessoas, afinal, é quando surgem as primeiras responsabilidades, as grandes descobertas e quando todos os sentimentos são vividos com mais intensidade. Mas dados atuais sobre a juventude preocupam. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade de todas as doenças mentais começa aos 14 anos.
Segundo o professor de Psicologia da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau, em Maceió, Paulo Nascimento, é difícil a identificação, diagnóstico e tratamento de indivíduos com transtornos psicológicos nessa faixa etária. “Se trata de um período de transição, a fase mais turbulenta de um indivíduo, onde acontece a formação da identidade, personalidade e grandes decisões da vida, como por exemplo, as amorosas, acadêmicas e profissionais. Então, de um modo geral, esse público é menos diagnosticado e, consequentemente, menos tratado. Com crianças é mais fácil, pois elas estão sob tutela dos pais e são supervisionadas. Para os adultos, também é mais fácil, afinal, a própria pessoa administra seu sofrimento e busca ajuda. No caso do jovem e do adolescente é diferente”, explica.
Os problemas não começam a surgir sempre em uma faixa etária específica. Segundo o professor, cada tipo de transtorno mental tem um espectro de aparecimento específico. “Dando como exemplo a esquizofrenia, os primeiros sinais começam, em média, por volta dos 15 anos de idade e a faixa que esse quadro pode evoluir vai até os 25 anos. É muito difícil que aconteça antes ou depois dessa faixa, no entanto, existem uma infinidade de transtornos: de humor, como depressão e ansiedade; os que colocam o sujeito em conflito direto com ele e com a sociedade; e os de personalidade, como a personalidade esquiva, que é a pessoa que evita relacionamentos sociais. Como o campo dos transtornos mentais é muito variado, não é possível definir uma faixa etária para o início dos problemas”, revela o professor.
DESEMPENHO ESCOLAR
Quando se fala em falta de saúde mental de jovens e adolescentes, uma das principais preocupações dos pais é que haja algum prejuízo no rendimento escolar. “Esses problemas causam impacto direto no desempenho educacional. Nós somos um todo, todos as dimensões da nossa vida estão integradas, um transtorno mental não atinge apenas um aspecto do indivíduo, afeta o todo: as relações interpessoais, a capacidade cognitiva, atenção, memória e raciocínio lógico”, afirma o professor Paulo Nascimento, lembrando que para um bom desempenho nos estudos, o indivíduo precisa de todas as emoções equilibradas, além da capacidade de estabelecer bons relacionamentos com as pessoas.
SINAIS
O professor de psicologia da UNINASSAU destacou alguns sinais de desafios de saúde mental:
• Qualidade das interações sociais dos adolescentes: o jovem tem prazer nas interações sociais? Numa adolescência normal, o adolescente se interessa por pessoas. Isolamento profundo e total apatia por relações sociais precisam ser analisados com desconfiança;
• Automutilação: o assunto está em voga. Se o adolescente esconde muito o corpo, mesmo no calor veste roupas de manga longa, pode ser um sinal de algo está acontecendo;
• Oscilação brusca de humor: adolescentes têm por si mesmo um humor mais instável que pessoas em outras faixas etárias. Porém, é preciso estar de olhos atentos quando o jovem transita entre tristezas muito profundas e euforias muito ferventes;

• Queda no rendimento escolar: ausência na escola, rendimento muito baixo e notas ruins também podem ser uma sinalização de que algo não está indo bem.

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