terça-feira, 20 de agosto de 2019

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À espera do filme, diretor revisita ‘Música para Cortar os Pulsos’

Há 10 anos, o diretor Rafael Gomes, então com 26, colocava no papel as experiências sentimentais de Isabela, Felipe e Ricardo, jovens nos seus 20 e poucos anos que discorriam sobre o amor com citações de clássicos da dramaturgia e do cancioneiro romântico. Cada um em seu monólogo, os personagens de Música para Cortar os Pulsos falavam sobre, respectivamente, as dores do fim de um relacionamento, a vontade de se apaixonar e a descoberta de um sentimento platônico por um amigo. Agora, a convite do Sesc, o espetáculo – que ficou em cartaz entre 2010 e 2013 – retorna repaginado (e com o 2.0 no título) à unidade 24 de Maio e na expectativa de sua versão cinematográfica, com estreia prevista para o segundo semestre. “O texto de 2.0 é o mesmo, com pequenas interferências quase metalinguísticas”, salienta o diretor, que aposta na simplicidade.

Nesse jogo metalinguístico, a peça inspirou o longa, que, por sua vez, incorporou o espetáculo em sua narrativa. “Na trama do filme um dos personagens, Ricardo, escreve uma peça contando o que aconteceu”, diz o diretor. Já em Música para Cortar os Pulsos 2.0, os atores se vestem com o mesmo figurino da cena final da produção cinematográfica.

A primeira montagem de Música para Cortar os Pulsos recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de melhor peça jovem de 2010 e marcou a estreia da companhia Empório de Teatro Sortido, que Rafael criou com o também diretor e dramaturgo Vinicius Calderoni, realizando depois as também premiadas Um Bonde Chamado Desejo e Ârrã. Do elenco original, Mayara Constantino e Victor Mendes participam dos dois trabalhos. Caio Horowicz e Felipe Frazão replicam seus papéis do filme no espetáculo.

“Isabela é uma garota que, para lidar com o término de um romance, estuda sobre o amor. Vai atrás de teorias, que é a lógica da própria história da peça e do filme também, que é tentar traduzir os sentimentos com uma música”, diz Mayara sobre sua personagem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Autor: Igor Giannasi
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