segunda-feira, 18 de Março de 2019

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Série sobre R. Kelly traz mais denúncias de abuso

Estreia nesta sexta-feira, 15, às 20h40, no canal pago Lifetime, o documentário em seis episódios Sobreviver a R. Kelly – Denúncias de Abuso, que traz mais de 50 entrevistas exclusivas sobre casos de abuso sexual que teriam sido cometidos pelo cantor americano, que nega as acusações.

Produzida e dirigida pela cineasta dream hamptom – que prefere seu nome grafado apenas em letras minúsculas -, a série bateu recorde de audiência nos Estados Unidos, onde estreou no início do ano.

“Estou orgulhosa, mas não é algo que fiquei feliz em fazer. Meu próximo projeto terá de ser algo mais light”, comenta a diretora. Ela diz, ainda, esperar que a produção seja uma cura para mulheres de todo o mundo. “Aquilo é violência. Não houve uma única entrevista em que a vítima não chorou ou pediu para darmos um intervalo.”

A cineasta conta que, ao pedir às entrevistadas que deixassem uma mensagem para R. Kelly, todas seguiram a mesma linha: disseram que ele deve buscar tratamento para “parar de machucar mulheres”. “Ele podia ter pedido ajuda. Seus fãs estariam de braços abertos para ajudá-lo, em sinal de compaixão.”

Ativista, hamptom diz ter admiração por quem luta para mudar o mundo. “São meus heróis. E uma de minhas heroínas vem do Brasil: é Marielle Franco. Penso nela toda semana.”

Biografia

Há anos, o cantor, celebrado como um dos maiores nomes do R&B de todos os tempos, enfrenta problemas com a justiça. Em 2008, foi absolvido em um processo que o acusava de estar envolvido em pornografia infantil.

Em fevereiro deste ano, foi preso, em Chicago, por acusações de abuso sexual, incluindo de três menores de idade. Pagou fiança e foi liberado, após três dias detido, e deu autógrafos a fãs, na saída da prisão.

Novamente encarcerado, no dia 6 de março, dessa vez por não pagar a pensão alimentícia dos filhos, voltou à liberdade no sábado, 9, depois de quitar a dívida de US$ 161 mil.

R. Kelly, de 52 anos, é dono de sucessos como I Believe I Can Fly. Desde a divulgação das agressões, artistas como Lady Gaga e Celine Dion excluíram de seus perfis nas plataformas de streaming antigas parcerias com o músico. (Com agências)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Autor: Eduardo Gayer, especial para o Estado
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