sexta-feira, 19 de Abril de 2019

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Blog do Kleverson Levy: Sem identidade política, JC ‘Imperador’ é vítima de suas próprias ações

Por Kleverson Levy

JC ainda não percebeu que sua vitória acachapante nas urnas de 2016 não terá ‘replay’ em 2020 / Foto: Facebook

2020 nem bem começou, mas a disputa eleitoral na cidade de Palmeira dos Índios vem se antecipando como nunca visto antes. É um pré-processo eleitoral que vai esbarrar no erros e acertos da administração do prefeito Júlio Cezar (PSB), o “Imperador”, que acumula um desgaste político prescindível para quem está em primeiro mandato.

 Afirmo em dizer ‘desgaste político prescindível’ por considerar que poucos gestores de primeiro mandato, a depender de situações e certas administrações, conseguem obter uma rejeição popular tal qual os resultados das urnas de 2016, quando o “Imperador” obteve a proeza de conquistar 64.62 % dos votos (exatos 23,786 mil válidos) no pleito municipal.

Embora a gestão “Governo do Povo” caminhe da maneira que deve e pode, JC sabe que prometeu muito, cumpriu pouco e tem feito com que aliados se tornem seus novos ex-aliados. Outro fator desgastante para quem está no Poder é a ausência de identidade política, no qual o Júlio Cezar ainda não encontrou – ao longo desses dois anos como prefeito – e esbarra na palavra que ouço há anos convivendo no meio da política alagoana: ingrato ou ingratidão!

Por conta dessa longínqua ‘afinidade’ política para com os aliados, Júlio Cezar da Silva tem sido vítima de sua maneira antiquada de fazer ‘politicagem’. Afinal, vem perdendo grandes apoios políticos que podem garantir sua reeleição e, por outro lado, abrindo espaço para que a oposição fique cada dia maior.

 JC ainda não percebeu que sua vitória acachapante nas urnas de 2016 não terá ‘replay’ em 2020. Cada eleição é uma nova eleição e uma nova história. Os 23,786 mil eleitores conquistados – à época – estão submetidos ao arrependimento e/ou se sentem enganados pelas promessas feitas em palanque eleitoral. Ou seja, o número de eleitores de JC, de fato, estão reduzindo, assim como o passar dos dias de sua administração. A ‘baixa’ em seu governo, com a saída de alguns nomes e aliados, também é um problema político.

 Já disse, inclusive, que erros, tropeços e uma considerada ‘má-administração’ são alguns adjetivos que podem ser ditos na atual gestão municipal em Palmeira dos Índios. Até quem se diz aliado reconhece que algo continua errado no Executivo local.

O “Imperador” ainda não percebeu – por permanecer rodeado de bajuladores que encobrem os erros – que em mais de dois anos de mandatos, a confiança que foi dada pela população no pleito está descrente, decrescente e declinante por suas atitudes politiqueiras. Em sua maioria, atos apequenados daqueles que estão no Poder como se a caneta fosse eterna. Tudo passa!

Contudo, a divergência política é importante para formação de uma sociedade melhor. Reconhecer os erros e corrigi-los também. Ouvir a voz do povo é essencial para o crescimento do ser humano, portanto, o que dizer o político. Ver, ouvir e fazer! Quanto ao pleito de 2020, Júlio Cezar vai trilhando seu próprio caminho conquistando adversários que – no passado próximo – eram seus aliados.

Qualquer que seja o político, apesar da população continuar desacreditada, precisa ser coerente, cumprir sua palavra e manter a altivez. Afinal, sem identidade política, Júlio Cezar é vítima de sua própria ‘politicagem’ enquanto prefeito de Palmeira dos Índios. Agradando alguns, todavia, desagradando uma maioria de insatisfeitos.

2020, é uma nova história!

#VidaQueSegue

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