terça-feira, 26 de Março de 2019

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Governador pede atenção a mudanças que prejudicam os mais pobres na Previdência

Por Assessoria

O governador Renan Filho defendeu, durante o Fórum de Governadores, nesta quarta-feira (20), em Brasília (DF), que questões pontuais sejam melhor discutidas e até mesmo retiradas do texto da reforma da Previdência, apresentada durante o encontro pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O chefe do Executivo alagoano demonstrou preocupação, sobretudo, com as alterações no Benefício de Prestação Continuada (BPC), que consiste no pagamento de um salário mínimo mensal a idosos em situação de vulnerabilidade social e a deficientes.

O texto da reforma, apresentado pelo ministro aos governadores, estabelece que a idade para receber o BPC seja elevada. Os idosos terão de aguardar até os 70 anos para ter direito ao benefício. Atualmente, o valor de um salário mínimo é pago a partir dos 65 anos. Para os deficientes, a regra não se alterou. O governo federal propõe, ainda, o pagamento de um valor menor, de R$ 400, a partir dos 60 anos de idade.

“Acho que isso precisa ser melhor discutido, talvez retirado da reforma e também a questão da aposentadoria para os trabalhadores rurais, sobretudo para quem é do Nordeste, que começa a trabalhar muito cedo e tem uma condição mais difícil ao longo da vida inteira, e, por isso, precisa ter um tratamento diferenciado”, disse o governador em entrevista coletiva após a reunião.

O governo federal propôs idade mínima de 60 anos para homens e mulheres na aposentadoria rural. Atualmente, a idade mínima para homens é de 60 anos e para mulheres é de 55. De acordo com a reforma, os trabalhadores rurais vão precisar de pelo menos 20 anos de contribuição. A regra atual não estabelece tempo de contribuição, apenas tempo mínimo de atividade rural de 15 anos.

Renan Filho já se posicionou de forma favorável à reforma da Previdência. Para ele, as mudanças na legislação são imprescindíveis para que o sistema tenha sustentabilidade e o país volte a crescer economicamente. Entretanto, ele defende uma reforma que elimine privilégios, inclua os Estados, eleve a idade mínima e aproxime a previdência do setor público à da iniciativa privada.

Já na terça-feira (19), antes mesmo de viajar a Brasília, durante a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa de Alagoas, Renan Filho havia afirmado que só existe uma maneira de ser contrário à reforma da Previdência: se ela for elaborada para punir os mais pobres.

“Se for para desvincular aposentadoria do salário mínimo, serei contra”, afirmou. “Fazer reforma da previdência no espinhaço do mais pobre é transferir recurso do Nordeste para o restante do país. Dessa maneira, não contem comigo. Se for para combater privilégio, para elevar a idade mínima e para aproximar a previdência do serviço público da iniciativa privada, estou dentro e acho que esse é o caminho para o Brasil”.

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1 Comentário

  • Sostenes Dantas Alves disse:

    Esse jumento não viu ainda que haverá redução no percentual da contribuição previdenciária dos mais pobres não? Ou está preocupado com as elites que vão contribuir mais, da qual ele faz parte.

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