sábado, 17 de novembro de 2018

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SIP acusa Casa Branca de censura a jornalista da CNN

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) considerou a suspensão da credencial do jornalista da CNN, Jim Acosta, pela Casa Branca, um ato de “censura” totalmente contrário à liberdade de imprensa. “É uma medida desproporcional da Casa Branca e nos preocupa que, diante de perguntas incômodas, esse tipo de reação se torne uma regra para o governo americano”, afirmou em nota emitida nesta quinta-feira, 8, María Elvira Domínguez, presidente da SIP.

Na quarta-feira, dia 7, a Casa Branca suspendeu a credencial de Acosta depois que ele protagonizou uma intensa discussão com o presidente americano, Donald Trump, durante uma entrevista coletiva um dia após a eleição de meio de mandato.

Acosta perguntou a Trump duas vezes se ele havia “demonizado” a caravana de imigrantes que segue do México em direção a fronteira dos EUA. Trump não gostou da pergunta e, após duas respostas, pediu a Acosta que deixasse outro jornalista perguntar.

Acosta continuou, e o presidente reagiu: “Honestamente, acho que você deveria me deixar dirigir o país. Você dirige a CNN e, se fizesse isso bem, sua audiência seria mais alta”, disse.
O jornalista da CNN rejeitou entregar o microfone e se sentar.

Uma estagiária tentou tirar o microfone das mãos de Acosta, mas ele continuou segurando. “Já chega. Abaixe o microfone”, ordenou o presidente Trump. “A CNN deveria se envergonhar de ter você trabalhando, você é grosseiro e uma pessoa horrível”, disse Trump. Acosta entregou o microfone e se sentou.

“O presidente Trump acredita na liberdade de imprensa e espera que façam perguntas difíceis para ele e para seu governo. No entanto, nunca vamos tolerar um jornalista que ponha as mãos em cima de uma mulher jovem que simplesmente tenta fazer seu trabalho como estagiária na Casa Branca”, declarou a porta-voz da presidência, Sarah Sanders, com relação ao momento em que Acosta confrontou a funcionária que tentou tirar o microfone das suas mãos.

Uma associação que representa os jornalistas que cobrem a Casa Branca considerou “inaceitável” a medida de restrição tomada. (Com agências internacionais)

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