sexta-feira, 16 de novembro de 2018

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No RS, Sartori cola em Bolsonaro para tentar virada no 2º turno

O candidato à reeleição ao governo do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (MDB), busca colar sua imagem na do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) neste segundo turno das eleições 2018. Depois de declarar apoio formal ao capitão reformado no dia 8 de outubro, Sartori recebeu nesta quinta-feira, 18, o apoio dos diretórios estaduais do PSL e do DEM, que é presidido pelo braço direito de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni.

Com esse apoio, Sartori tenta uma “virada” no segundo turno, associando sua imagem com a do presidenciável. Segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, 17, o emedebista tem 41% dos votos válidos, ante 59% do adversário, Eduardo Leite (PSDB). Bolsonaro obteve 52,6% dos votos no primeiro turno no RS.

“Ocorre de uma certa identidade com o permanente trabalho de combate à corrupção, de fortalecimento da Lava Jato e de que haja um combate permanente à criminalidade no Brasil”, disse Sartori.

O candidato a vice de Sartori e atual vice-governador do Estado, José Paulo Cairoli (PSD), foi mais enfático sobre a decisão. Eleitor de Bolsonaro, Cairoli afirmou que é necessário “colar” Sartori no presidenciável. “Precisamos dessa união de esforços para o bem do Rio Grande. Precisamos colar o Sartori no presidente Bolsonaro”, disse o candidato a vice, que foi aplaudido pelos presentes na reunião, na sede do DEM, em Porto Alegre.

Onyx Lorenzoni afirmou que o apoio do PSL e do DEM a Sartori foi definido porque o Estado deve ter “uma condução segura e sem vacilos e comprometida com os mesmos valores e princípios que Bolsonaro traz para o Brasil”.

O presidente estadual do MDB, deputado federal Alceu Moreira, associou o mote da campanha de Bolsonaro com Sartori. “Que momento lindo ver alguém pensar no Brasil acima de qualquer coisa e alguém pensar no Rio Grande acima de qualquer coisa”, disse o deputado, que prometeu “fazer a defesa do governo Bolsonaro” no Congresso Nacional.

Questionado por jornalistas se Bolsonaro fará manifestações públicas pelo emedebista, Lorenzoni afirmou que uma decisão só sairá no fim de semana. “Estamos definindo os palanques estaduais e Jair Bolsonaro vai tomar a posição depois disso”, disse.

Desde o início do segundo turno, a campanha de Sartori vem distribuindo bandeiras, adesivos e materiais gráficos com as imagens de Sartori e Bolsonaro juntos. Em redes sociais, o comentário sobre o voto “Sartonaro” também circula. Nas propagandas do horário eleitoral e em inserções, Sartori coloca que apoia Bolsonaro “com convicção” e mostra imagens de manifestações favoráveis ao presidenciável.

Em encontro de deputadas evangélicas eleitas, no dia 13 de outubro, Sartori disse à reportagem que considerava “perfeitamente normal” esse tipo de manifestação. “O MDB gaúcho tomou uma atitude e recomendou o voto em Bolsonaro”, disse.

Eduardo Leite

Sobre a preferência por Sartori no lugar do outro candidato ao governo gaúcho, Eduardo Leite (PSDB), que também apoia Bolsonaro, Onyx Lorenzoni afirmou que a escolha foi feita pelo o que é “melhor para o Rio Grande”.

Questionado pela reportagem se um apoio de Bolsonaro a Sartori criaria constrangimento à campanha de Leite, o presidente estadual do DEM lembrou do primeiro turno e fez duras críticas a Geraldo Alckmin (PSDB).

“Nunca o Bolsonaro foi tão atacado pelo candidato (Alckmin) que o outro candidato (Eduardo Leite) defendia no primeiro turno. Os ataques de Geraldo Alckmin a Bolsonaro foram inesquecíveis pela sua desumanidade”, afirmou Lorenzoni.

Autor: Filipe Strazzer
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