sexta-feira, 16 de novembro de 2018

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IPCA para 2018 passa de 4,40% para 4,43%, prevê Focus

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA – o índice oficial de preços – de 2018. O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 15, pelo Banco Central mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 4,40% para elevação de 4,43%. Há um mês, estava em 4,09%. A projeção para o índice em 2019 subiu de 4,20% para 4,21%. Quatro semanas atrás, estava em 4,11%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa passou de 3,95% para 3,92%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% e 3,92%, nesta ordem.

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

Há três semanas, o BC atualizou suas projeções para os índices de preços, com a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). No cenário de mercado, que utiliza o câmbio e os juros projetados no Focus como referência, a expectativa para o IPCA em 2018 é de 4,1%. Para 2019, a projeção é de 4,0% e, para 2020, de 3,6%. No caso de 2021, a projeção do BC é de 3,8%.

No Focus agora divulgado, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 foi de 4,46% para 4,50%. Para 2019, a estimativa do Top 5 passou de 4,22% para 4,23%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,17% e 4,10%, respectivamente.

No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 continuou em 3,88%, ante 3,75% de um mês atrás.

Próximos meses

No Focus, os economistas alteraram a previsão para a inflação em outubro de 2018, de 0,39% para 0,41%. Um mês antes, o porcentual projetado estava em 0,31%.

Para novembro, a projeção se manteve em 0,30% e, para dezembro, permaneceu em 0,35%. Há um mês, os porcentuais também eram de 0,30% e 0,35%, nessa ordem.

Últimos 5 dias úteis

A projeção mediana para o IPCA 2018 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis passou de 4,41% para 4,45%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 45 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 4,19%.

No caso de 2019, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis continuou em 4,19%. Há um mês, já estava em 4,19%.

As projeções do IPCA que consideram apenas os últimos 5 dias úteis são uma das novidades do novo formato do Focus. As estimativas gerais do IPCA, que seguem fazendo parte do Focus, levam em conta os últimos 30 dias. Conforme o BC, a intenção de divulgar projeções com base nos últimos dias úteis é mostrar um retrato mais tempestivo do indicador de inflação.

Preços administrados

O Relatório Focus indicou nesta segunda-feira alteração na projeção para os preços administrados em 2018. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador este ano passou de alta de 7,73% para elevação de 7,84%. Para 2019, a mediana seguiu com elevação de 4,80%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 7,30% para os preços administrados neste ano e elevação de 4,80% no próximo ano.

As projeções atuais do BC para os preços administrados, no cenário de mercado, indicam elevações de 7,7% em 2018 e 5,4% em 2019. Estes porcentuais foram informados no Relatório Trimestral de Inflação divulgado há três semanas.

IGP-M

O Focus também mostrou que a mediana das projeções para a alta do IGP-M em 2018 passou de 9,60% para 9,92%. Há um mês, estava em 8,71%. No caso de 2019, a alta do IGP-M projetada foi de 4,49% para 4,50%, ante os mesmos 4,50% de quatro semanas antes.

Calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do câmbio e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

Autor: Eduardo Rodrigues
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