sexta-feira, 19 de outubro de 2018

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Prisma mostra piora na previsão de déficit primário de 2018 para R$ 151,192 bi

Depois da greve dos caminhoneiros e da criação de um programa de subsídio para o diesel, analistas de mercado ouvidos pelo Ministério da Fazenda pioraram a previsão para o déficit primário de 2018 e para a maioria dos indicadores.

De acordo com o boletim Prisma Fiscal de junho, divulgado nesta quinta-feira, 14, pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta, a mediana das previsões para este ano passou de um rombo de R$ 138,543 bilhões, previsto em maio, para um déficit de R$ 151,192 bilhões.

A piora prevista pelos economistas, que soma R$ 12,649 bilhões, ficou acima até mesmo do impacto previsto para o programa de subsídios, de R$ 9,5 bilhões. O valor, no entanto, está abaixo da meta de 2018, que permite um déficit de R$ 159 bilhões.

Para 2019, os analistas projetaram um resultado negativo de R$ 117,875 bilhões, também pior do que a previsão anterior de R$ 105,929 bilhões. A meta de 2019 permite um déficit de R$ 139 bilhões.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, se reuniu com economistas do setor privado para discutir o Prisma, quando foi apresentada a estimativa da pasta de que o impacto da greve na economia foi de R$ 15 bilhões, ou 0,2% do PIB.

O Prisma deste mês também revisou para baixo as previsões do mercado para a arrecadação das receitas federais em 2018, com a estimativa retornando de R$ 1,453 trilhão para R$ 1,445 trilhão. Para 2019, a projeção para a arrecadação também caiu de R$ 1,576 trilhão para R$ 1,552 trilhão.

A estimativa para a receita líquida do Governo Central neste ano passou de R$ 1,219 trilhão para R$ 1,217 trilhão, enquanto para o próximo ano passou de R$ 1,317 trilhão para R$ 1,303 trilhão.

Já pelo lado do gasto, a projeção de despesas totais do Governo Central este ano passou de R$ 1,359 trilhão para R$ 1,367 trilhão. Para 2019, a estimativa passou de R$ 1,417 trilhão para R$ 1,420 trilhão.

A mediana das projeções dos analistas do Prisma para a Dívida Bruta do Governo Geral ao fim de 2018 passou de 75,00% do PIB para 75,80% do PIB. Para 2019, a estimativa, que estava em 76,80% do PIB, caiu para 77,80% do PIB no relatório desta quinta.

Curto Prazo

O Prisma também trouxe as projeções fiscais para este e os próximos dois meses piores do que no mês anterior. Para junho, a previsão de superávit passou de R$ 14,768 bilhões para R$ 15,429 bilhões.

Para julho, a estimativa de déficit primário passou de R$ 16,845 bilhões para R$ 19,007 bilhões.

A projeção para o mês de agosto é de déficit de R$ 16,490 bilhões ante previsão anterior de R$ 15,155 bilhões.

Autor: Lorenna Rodrigues
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