domingo, 22 de julho de 2018

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Todo dia é dia das mães

Mãe é uma espécie de Pai, que Deus lhe concedeu a graça de ser bela como a rosa, de ser delicada como a pluma, de ser meiga como a lua, de ser doce como o mel. Segundo uma antiga lenda tibetana, a Mãe-Terra perguntou ao Criador: “Quando a Terra estiver coberta com os véus negros da discórdia, do desamor e da ira, como penetrarão as gotas salvadoras da Vossa Graça?” E Deus-Pai afirmou: “É possível reunir as torrentes de Fogo que podem transpassar a camada de trevas”. Mãe-Terra respondeu: “Em verdade, as centelhas de Fogo do teu Espírito podem dar a salvação; mas quem as recolherá e guardará para usá-las quando forem necessárias?” E Deus-Pai sentenciou: “As Mães conservarão minhas centelhas”. Por isso, nesse Dia, nosso peito transborda de alegria e de louvor a Deus-Pai por guardar nas Mães as centelhas da Sua Graça Divina. Enquanto o Pai irradia luz de luta, de conquista, de destemor, de força e de coragem, a Mãe nos ensina a se importar com os irmãos, de perceber nossos sentimentos de ternura, de afago, de compaixão, de compreender a dor dos outros. Mas, isso não quer dizer que os Pais também não possuam tais qualidades. Mas, infelizmente, eles são poucos sobre a face da terra.

A comemoração às Mães é mais antiga do que a dos Pais. A mais antiga comemoração do Dia das Mães é mitológica. Conta-se que na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de “Rhea”, a Mãe dos Deuses. No início do Século XVII, registra-se que Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às Mães operárias inglesas. Naquele dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de “Mothering Day”, fato que deu origem ao “mothering cake”, um bolo festivo para as mães. Mas, foi no ano de 1872, nos EUA, que a escritora norte-americana Júlia Ward Howe, autora de “O Hino de Batalha da República”, sugeriu a criação de uma data para a celebração das Mães.

Entretanto, em 1905, uma jovem americana, em Virgínia Ocidental, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. E algumas de suas amigas, preocupadas com o seu sofrimento, tiveram a idéia de perpetuar a memória da mãe de Anna com uma festa. Anna, porém, quis que a homenagem fosse estendidas a todas as mães, vivas e mortas. E, a partir daí, todos os anos havia celebração do Dia das Mães, com a distribuição de cravos brancos para as mães falecidas e cravos vermelhos para mães vivas, numa homenagem dos filhos às suas mães, relembrando suas vidas. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Mas, a idéia só se firmou nos EUA em 9 de maio de 1914, por ato do presidente Woodrow Wilson (1913-1921), depois que a festa se alastrou pelo país. No Brasil, o primeiro Dia das Mães foi festejado pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, em 12 de maio de 1918. No entanto, só em 1932, a data passou a ser celebrada no segundo domingo de Maio, após Decreto do presidente Getúlio Vargas. E, em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que a data fizesse parte do calendário oficial da Igreja Católica.

Mas, em se falando de Anna Jarvis é bom que não se esqueça: o sonho realizado por ela se tornou um triste pesadelo. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse um dia lucrativo para os comerciantes, particularmente para aqueles que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. Em 1923, Anna disse furiosa a um repórter: “Não criei o dia das mães para ter lucro”. Naquele ano, ela entrou com uma ação judicial para cancelar o Dia das Mães nos EUA, mas não alcançou sucesso. “O amor de uma mãe é diariamente novo”, afirmou Anna, aos 84 anos, antes de morreu em 1948. Sua família recebeu cartões comemorativos vindos de todo o mundo, por anos seguidos. Mas, infelizmente, Anna Jarvis não chegou a ser mãe. Pensemos nisso! Por hoje é só.

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