quarta-feira, 16 de outubro de 2019

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Condenação de Cunha abre espaço para possível delação

Por Redação com G1
Condenação de Cunha pode ser estratégia do juiz Moro, para que ex-deputado decida aderir à delação (Foto: O São Gonçalo)

Condenação de Cunha pode ser estratégia do juiz Moro, para que ex-deputado decida aderir à delação (Foto: O São Gonçalo)

Ainda que em primeira instância, a condenação do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara, é a abertura de caminho para um pedido de delação premiada.

Até aqui, a prática do Tribunal Regional Federal da 4ª Região tem sido a de confirmar a sentença da primeira instância – no caso de Cunha, prisão de 15 anos e quatro meses.

A questão que fica é se o pedido será ou não aceito pelo juiz Sérgio Moro que, a esta altura, tem muitas outras fontes de informação sobre a corrupção que permeou o mundo político nos últimos anos.

Além disso, vale observar que nos últimos casos, a Justiça foi mais severa na concessão dos benefícios à contrapartida da delação.

Um exemplo é o caso de Marcelo Odebrecht que, mesmo em delação premiada dele e de mais 78 dirigentes e ex-dirigentes da empreiteira, recebeu condenação de dez anos, dividida em quatro partes – a primeira, de dois anos e meio em prisão fechada; a segunda no regime semi-aberto; mais dois anos e meio em regime aberto e os dois anos e meio restantes em prisão domiciliar.

Desde que chegou a Curitiba, Cunha dá demonstrações de que não iria cair sozinho – poderia revelar o que se passou no mundo político ao seu lado.

Um sinal claro foi quando indicou o presidente Michel Temer como testemunha e preparou 41 perguntas, muitas delas rejeitadas pelo juiz Sérgio Moro, que as viu como tentativa de constranger o presidente da República.

Na sentença desta quinta-feira, Moro faz referência a essas perguntas preparadas por Cunha. O temor do juiz era o de que alguém pudesse tomar alguma iniciativa para inibir as ações da Lava Jato.

 

A condenação de Cunha desperta ainda temor no Congresso entre aqueles que estão citados na Lava Jato. É aquele temor de “ser o Cunha amanhã” – ou seja, perder o mandato e cair nas mãos do juiz Sérgio Moro, o responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância da Justiça.

 

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