quinta-feira, 19 de setembro de 2019

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Quase metade dos alunos do 9º ano em Alagoas já usou drogas ou álcool

Por Redação com G1
(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com estudantes do 9º ano revela que quase metade dos alunos com idade entre 13 e 15 anos já experimentou drogas ilícitas ou álcool alguma vez na vida.

Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada nesta sexta-feira (26), que deve auxiliar na elaboração de políticas públicas focadas no desenvolvimento de comportamentos saudáveis em idades precoces.

O levantamento, realizado em 2015, aponta que 47% dos entrevistados admitiram já ter ingerido bebida alcóolica e 33,5% falaram que já ficaram embrigados. Apenas 12,2% falaram que tiveram problemas com a família, amigo, perderam aulas ou brigaram porque tinham bebido.

Em relação às drogas ilícitas, 41,8% falaram que experimentaram drogas nos 30 dias anteriores à pesquisa. 41,4% assumiram que usaram maconha e 5,3% disseram ter fumado crack.

O estudo aponta relação entre a entrada precoce na puberdade e a adoção de comportamentos de risco para a saúde, além de aumento na exposição a fatores de risco com o avançar da idade.

Segundo os pesquisadores, comportamentos adquiridos na adolescência tendem a se perpetuar na vida adulta, com as respectivas consequências para a qualidade de vida.

Embora a taxa do consumo de drogas ou álcool fique na média da registrada no país, 46,6% e 55,5%, respectivamente, o estadotema menor taxa de estudantes com idade entre 13 e 15 anos que já tiveram alguma relação sexual, 20,8%.

Ainda segundo a pesquisa, 63,2% dos entrevistados falaram que usaram preservativo na última vez que fizeram sexo. Na outra ponta da tabela, Roraima aparece como o estado onde mais jovens se relacionaram sexualmente, 41,4% dos entrevistados.

Na análise por Grandes Regiões, as Regiões Norte (36,1 %) e Sudeste (25,0%) tiveram o maior e menor percentuais, respectivamente, de jovens com vida sexualmente ativa.

O número de estudantes que já tiveram relação sexual aumenta quando observados os dados apenas das capitais. 24,9% dos entrevistados em   Maceió admitiram já ter tido relação sexual. Essa taxa, entretanto, é menor que a observada na capital alagoana em 2012, quando eram 28,2%.

Um dado inédito da pesquisa este ano é a questão de sexo forçado. Segundo a PeNSE, em geral, crianças e adolescentes do sexo feminino têm mais risco de sofrer violência sexual e os do sexo masculino maior risco de sofrerem violência física. No estado alagoano, apenas 2,8% dos entrevistados admitiram ter passado por isso.

Por isso, comportamentos de saúde ou de risco à saúde, adquiridos na adolescência tendem a se perpetuar na vida adulta, com as respectivas consequências para a qualidade de vida.

Bullying
Para a pesquisa, o bullying já é considerado uma importante questão de saúde pública e exige estratégias intersetoriais de enfrentamento. Dentre as consequências a médio e longo prazo pode-se citar maior risco de desenvolver transtornos emocionais como ansiedade, depressão, transtornos alimentares, abuso de drogas e até suicídio.

Em Alagoas, 57,6% dos estudantes falaram que já se sentiram humilhados por colegas de escola. 15,4% é o dado de quantos adolescentes já esculacharam, zombaram, mangaram, intimidaram ou caçoaram algum colega, tanto ele ficou magoado, aborrecido, ofendido ou humilhado. Apenas 8,2% dos entrevistados disseram que tratam bem ou que foram prestativo.

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