domingo, 21 de julho de 2019

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Maduro afirma que respeitará resultado de eleições na Venezuela

Por Ascom AFP
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 26 de outubro de 2015 (Foto: AFP)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 26 de outubro de 2015 (Foto: AFP)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira que respeitará os resultados das eleições legislativas de 6 de dezembro, “ganhe quem ganhar”, no momento em que as pesquisas apontam para uma vitória da oposição, a primeira em 16 anos de governo “chavista”.

“Os resultados que emanarem da soberania popular (…) para mim serão a palavra santa, ganhe quem ganhar…”, disse Maduro no Palácio de Miraflores em uma reunião com governadores, entre eles o líder opositor Henrique Capriles.

Maduro, que derrotou Capriles por margem mínima nas eleições de abril de 2013, acrescentou que “todos” devem respeitar os resultados, já que o sistema eleitoral venezuelano “é o mais perfeito, protegido e transparente que se conhece”.

O presidente reafirmou o apelo aos próximos deputados para um “diálogo nacional” após as eleições, incluindo os representantes da Mesa da Unidade Democrática (MUD), que reúne os partidos da oposição.

“Estou lhes estendendo a mão, quero conhecê-los, saber das suas propostas e pedir a colaboração constitucional para que possamos trabalhar. A vida democrática do país, a paz do país vale mais que qualquer coisa, que qualquer ambição pessoal, individual”.

Jesús Torrealba, secretário-executivo da MUD, declinou da oferta de diálogo, enquanto Capriles, governador do estado de Miranda, não se manifestou.

Integrada por 30 partidos de várias tendências, a MUD lidera as pesquisas para as legislativas, em meio ao crescente descontentamento pela crise econômica e a insegurança no país.

Maduro, eleito para um mandato de seis anos após a morte do presidente Hugo Chávez, em março de 2013, descartou que a oposição possa conquistar a maioria na Assembleia Nacional, mas advertiu que se isto ocorrer, “a revolução jamais se entregará”.

O presidente admite que diante da ausência de Chávez e da “guerra econômica” promovida pela oposição estas serão as eleições “mais difíceis” para o “chavismo”.

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