quinta-feira, 27 de junho de 2019

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Museu do Esporte Edvaldo Alves Santa Rosa mantém viva história do esporte alagoano

Por Ivan1
Do alto dos seus 80 anos de vida, Lauthenay Perdigão tem mais de meio século dedicado à história do esporte alagoano, responsável pela curadoria do museu desde quando tinha 22 anos de idade (Foto: Luciano Millano)

Do alto dos seus 80 anos de vida, Lauthenay Perdigão tem mais de meio século dedicado à história do esporte alagoano, responsável pela curadoria do museu desde quando tinha 22 anos de idade (Foto: Luciano Millano)

Sentimento de dever cumprido por manter viva a história do esporte alagoano, brasileiro e também de fora. Essa é a avaliação que o jornalista, historiador e escritor Lauthenay Perdigão faz dos mais de 20 anos à frente do Museu do Esporte, que leva o nome do alagoano Edvaldo Alves Santa Rosa, o Dida. Revelado pelo CSA, o jogador de futebol brilhou vestindo a camisa do Flamengo na década de 50, quando conquistou tetracampeonato pelo time carioca, e foi campeão do mundo pela Seleção Brasileira, em 1958, na Suécia.
Do alto dos seus 80 anos de vida, Lauthenay Perdigão tem mais de meio século dedicado à história do esporte alagoano, sobretudo o futebol. O acervo do Museu do Esporte possui mais de 320 livros, 400 camisas, bolas de todas as modalidades, fotos e centenas de outros objetos – material que começou a ser arquivado quando Perdigão deu os primeiros passos no jornalismo esportivo, com 22 anos de idade.
Entre os inúmeros objetos do jornalista, que hoje integra a Superintendência de Inclusão Social da Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude, pelo menos dois deles chamam a atenção de quem visita o Museu do Esporte – a camisa que Pelé vestiu no jogo de inauguração do Rei Pelé, entre Santos e uma seleção alagoana, em 1970; e uma faixa do título de campeão do mundo de Edvaldo Alves Santa Rosa pela Seleção Brasileira, em 1958, na Suécia. Um busto de Dida e outro de Zagalo também compõem o cenário do Museu do Esporte.
“O Museu do Esporte é minha segunda casa e tudo o que tenho aqui considero como se fosse um filho. Um filho que já vai fazer 22 anos agora em agosto e que me dá muito orgulho. Por tudo isso, sei que minha missão foi cumprida. A história do futebol, do esporte alagoano e registros também de fora daqui foram preservados. Apesar das dificuldades ao longo dos anos, tenho o reconhecimento desse trabalho por muita gente que vem aqui”, declarou Perdigão.
O jornalista escreveu os livros Futebol Alagoano Através dos Tempos; No Mundo da Bola; Arquivos Implacáveis – História do Futebol Alagoano; e Memória Fotográfica do Futebol Alagoano.
Há personagens da história do esporte mundial que já visitaram o museu e conheceram o acervo, como o alagoano Mário Jorge Lobo Zagalo, o ex-jogador do Botafogo e Seleção Brasileira Nilton Santos, Orlando Peçanha, Carlos Alberto Torres, o capitão do Tricampeonato Mundial do Brasil em 70, e o atual técnico do Brasil, Dunga.
No Museu, entre os inúmeros objetos de valor histórico, também pode ser vista a camisa do craque Diego Armando Maradona, do uniforme que vestiu toda Seleção Argentina, no desembarque em Buenos Aires, após a conquista do Mundial em 1986. O uniforme de outras seleções, como México, também adornam o espaço.

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