sexta-feira, 16 de novembro de 2018

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Museu do Esporte Edvaldo Alves Santa Rosa mantém viva história do esporte alagoano

Do alto dos seus 80 anos de vida, Lauthenay Perdigão tem mais de meio século dedicado à história do esporte alagoano, responsável pela curadoria do museu desde quando tinha 22 anos de idade (Foto: Luciano Millano)

Do alto dos seus 80 anos de vida, Lauthenay Perdigão tem mais de meio século dedicado à história do esporte alagoano, responsável pela curadoria do museu desde quando tinha 22 anos de idade (Foto: Luciano Millano)

Sentimento de dever cumprido por manter viva a história do esporte alagoano, brasileiro e também de fora. Essa é a avaliação que o jornalista, historiador e escritor Lauthenay Perdigão faz dos mais de 20 anos à frente do Museu do Esporte, que leva o nome do alagoano Edvaldo Alves Santa Rosa, o Dida. Revelado pelo CSA, o jogador de futebol brilhou vestindo a camisa do Flamengo na década de 50, quando conquistou tetracampeonato pelo time carioca, e foi campeão do mundo pela Seleção Brasileira, em 1958, na Suécia.
Do alto dos seus 80 anos de vida, Lauthenay Perdigão tem mais de meio século dedicado à história do esporte alagoano, sobretudo o futebol. O acervo do Museu do Esporte possui mais de 320 livros, 400 camisas, bolas de todas as modalidades, fotos e centenas de outros objetos – material que começou a ser arquivado quando Perdigão deu os primeiros passos no jornalismo esportivo, com 22 anos de idade.
Entre os inúmeros objetos do jornalista, que hoje integra a Superintendência de Inclusão Social da Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude, pelo menos dois deles chamam a atenção de quem visita o Museu do Esporte – a camisa que Pelé vestiu no jogo de inauguração do Rei Pelé, entre Santos e uma seleção alagoana, em 1970; e uma faixa do título de campeão do mundo de Edvaldo Alves Santa Rosa pela Seleção Brasileira, em 1958, na Suécia. Um busto de Dida e outro de Zagalo também compõem o cenário do Museu do Esporte.
“O Museu do Esporte é minha segunda casa e tudo o que tenho aqui considero como se fosse um filho. Um filho que já vai fazer 22 anos agora em agosto e que me dá muito orgulho. Por tudo isso, sei que minha missão foi cumprida. A história do futebol, do esporte alagoano e registros também de fora daqui foram preservados. Apesar das dificuldades ao longo dos anos, tenho o reconhecimento desse trabalho por muita gente que vem aqui”, declarou Perdigão.
O jornalista escreveu os livros Futebol Alagoano Através dos Tempos; No Mundo da Bola; Arquivos Implacáveis – História do Futebol Alagoano; e Memória Fotográfica do Futebol Alagoano.
Há personagens da história do esporte mundial que já visitaram o museu e conheceram o acervo, como o alagoano Mário Jorge Lobo Zagalo, o ex-jogador do Botafogo e Seleção Brasileira Nilton Santos, Orlando Peçanha, Carlos Alberto Torres, o capitão do Tricampeonato Mundial do Brasil em 70, e o atual técnico do Brasil, Dunga.
No Museu, entre os inúmeros objetos de valor histórico, também pode ser vista a camisa do craque Diego Armando Maradona, do uniforme que vestiu toda Seleção Argentina, no desembarque em Buenos Aires, após a conquista do Mundial em 1986. O uniforme de outras seleções, como México, também adornam o espaço.

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